A Aston Martin encara o Grande Prémio da Austrália com grande cautela devido a persistentes problemas de fiabilidade no AMR26. A equipa enfrenta dificuldades relacionadas com a unidade motriz da Honda, que têm provocado vibrações severas e danos nos sistemas de bateria, deixando o conjunto britânico com escassez de componentes.
Perante este cenário, a estratégia para a corrida mudou radicalmente. A equipa admite que poderá retirar os carros da prova ao primeiro sinal de problema para evitar danos mais graves que comprometam a participação na próxima etapa do campeonato, que terá lugar na China.
Fernando Alonso partirá da 17.ª posição da grelha, enquanto o seu companheiro de equipa, Lance Stroll, sairá do fundo do pelotão depois de não ter conseguido completar voltas no terceiro treino livre nem na qualificação devido a problemas mecânicos.
Apesar das dificuldades, Alonso conseguiu pelo menos terminar a qualificação à frente dos pilotos da Cadillac Formula 1 Team, Sergio Perez e Valtteri Bottas, um resultado modesto, mas que ajudou a elevar ligeiramente o moral dentro da garagem.
Fernando Alonso explicou que a equipa terá uma abordagem prudente durante a corrida:
“Vamos ser flexíveis, volta a volta e monitorizar a situação. Como o Adrian [Newey] disse ontem, temos poucas peças disponíveis, isso não é segredo. A China é já na próxima semana. Esperamos conseguir fazer o maior número de voltas possível, talvez quase toda a corrida. Ao primeiro sinal de que algo pode estar errado, não podemos correr o risco de continuar até provocar danos grandes e comprometer a próxima corrida.”
Apesar das dificuldades, o espanhol salientou a importância de manter a motivação dentro da equipa:
“Os mecânicos têm trabalhado sem parar nas últimas seis semanas, a mudar unidades motrizes dia e noite. Quando vais para a pista e estás na luta com alguns carros, é sempre melhor do que estar em último, como aconteceu ontem. Talvez isso seja suficiente para dar um pouco de motivação à equipa.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA










