Lando Norris assumiu a liderança no primeiro dia de treinos livres para a decisão do título em Abu Dhabi, sendo o mais rápido em ambas as sessões com pneus macios. O piloto da McLaren impôs-se tanto nas condições mais quentes da primeira sessão como na segunda, mais representativa da qualificação e da corrida, deixando claro o potencial do MCL38. Max Verstappen foi o rival mais próximo, mas a vantagem de Norris na segunda sessão cifrou-se em três décimos, num dia em que Oscar Piastri, impedido de rodar na FP1 para ceder o lugar a Pato O’Ward, terminou apenas em 11.º no TL2.
A segunda sessão de treinos, iniciada às 17h00 locais com temperaturas de pista a rondar os 28 graus, viu a maioria dos pilotos começar com pneus médios. No entanto, tempos competitivos surgiram cedo com pneus macios, cortesia de Isack Hadjar (Racing Bulls) e Oliver Bearman (Haas), este último a surpreender com o quarto melhor registo da sessão. Verstappen foi o primeiro dos candidatos ao título a montar macios, passando rapidamente para simulações de corrida com médios, mas foi Norris quem ditou o ritmo final. A sessão de abertura, disputada em condições mais quentes, também teve Norris no topo, mas com uma margem muito menor sobre Verstappen.

Pneus mais duros para a corrida
Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, destacou que os tempos estão meio segundo mais rápidos do que no ano anterior, em linha com as simulações. Foi detetado algum graining, sobretudo no pneu dianteiro direito, o que acelera ligeiramente a degradação e torna os compostos médio e duro as opções mais consistentes para a corrida, reservando o macio preferencialmente para voltas de qualificação.
Contudo, a evolução da pista e a borracha depositada pelas categorias de suporte podem reduzir esse fenómeno e trazer o C5 de volta à equação estratégica. Berra aponta para uma provável estratégia de uma paragem, embora as duas paragens não estejam descartadas, notando que a McLaren e Fernando Alonso pouparam um jogo novo de duros no TL2, o que lhes dará mais flexibilidade tática na corrida, especialmente em caso de Safety Car. A diferença de desempenho entre o duro (C3) e o médio (C4) é de cerca de dois décimos, enquanto o salto para o macio (C5) ronda os sete a oito décimos.












