O que impediu que existisse corrida no passado domingo em Spa Francorchamps, não foi o risco de acqualaning dos Fórmula 1, mas sim a visibilidade, para que pudesse existir uma corrida com o mínimo de risco possível.
A aerodinâmica dos atuais monolugares e os enormes difusores exacerbam o spray.
Curiosamente, é maior a percentagem de ‘spray’ criado pela aerodinâmica dos carros do que aquele resultante das rodas passarem no chão molhado. Segundo pudemos apurar, 60% do ‘spray’ é criado pelo efeito de ‘aspiração’ que se dá por baixo dos carros, que, ar que é disperso pelos difusores traseiros. Os pneus ‘só’,expelem os restantes 40%.
E há más notícias para dar quanto aos monolugares de 2022: ainda vai ser pior, se algo semelhante suceder, pois com com os regulamentos da F1 de 2022 concebidos para reduzir o “ar sujo” criado pelas asas dianteiras e traseiras dos monolugares, há uma maior dependência dos efeitos da ‘downforce’ no solo (efeito de solo) o que irá fazer com que o atual valor de 60% suba, intensificando a pulverização e reduzindo ainda mais a visibilidade.










