Mattia Binotto já havia identificado no final do Grande Prémio de Itália o problema de maior degradação dos pneus no Ferrari F1-75 do que no Red Bull RB18, o que resultou numa queda mais rápida do ritmo durante a corrida nos carros de Charles Leclerc e Carlos Sainz. O chefe de equipa da Ferrari identificou esta área como prioritária para a sua estrutura a tentar encontrar soluções, embora admita que pode não acontecer este ano.
“Nas últimas corridas, penso que o desempenho da Red Bull foi melhor do que o nosso”, explicou Binotto ao Motorsport.com. “Não na qualificação, porque vejo que na qualificação ainda temos um bom ritmo, mas em ritmo da corrida, estamos a sofrer uma maior degradação dos pneus. A esse respeito, penso que o Red Bull é um carro melhor, foram capazes de desenvolver este carro com um melhor equilíbrio que nós não conseguimos. A razão? Penso que é algo que precisamos de analisar. Se não for para esta temporada, certamente para a próxima”.
Binotto salientou que a Red Bull tem sido capaz de colocar os pneus a funcionar numa melhor ‘janela de otimização’ em diferentes configurações do carro, enquanto as configurações experimentadas pela Ferrari geraram “sobreaquecimento dos pneus, o que de alguma forma levou depois à degradação. Portanto, sabemos que o equilíbrio do carro não foi o correto. A razão do mau equilíbrio do monolugar deveu-se a desenvolvimentos aerodinâmicos”. O responsável da equipa italiana admitiu que não tinham certezas sobre a maior degradação dos pneus com os desenvolvimentos aerodinâmicos apresentados antes de terem realmente acontecido em pista.











