A FIA reagiu rápida e unilateralmente depois das queixas dos pilotos durante o GP do Azerbaijão sobre os efeitos nocivos do ‘porpoising’. A questão da segurança foi levantada e o órgão federativo decidiu “intervir após consulta aos seus médicos, no interesse da segurança dos pilotos”, receando que “a fadiga ou dor excessiva sentida por um piloto pode ter consequências significativas caso resulte numa perda de concentração”. Para além destes argumentos, pode ler-se no comunicado da FIA que existem “preocupações em relação ao impacto físico imediato sobre a saúde dos pilotos”, após várias queixas em Baku.
Antes da tomada de posição por parte da FIA, as equipas não conseguiam chegar a uma decisão conjunta sobre a matéria (sendo necessário que 8 das 10 equipas votassem a favor de uma alteração regulamentar) e como tal o órgão que supervisiona o desporto automóvel decidiu agir e apresentar uma diretiva técnica.
Segundo a publicação The Race, uma alteração ao regulamento técnico que entrou em vigor este ano, terá sido rejeitada pelas equipas ainda em 2021 quando se percebeu a altura ao solo demasiado baixa dos monolugares, e o efeito que poderia provocar. Alteração essa que poderia ajudar o problema do ‘porpoising’ que assistimos até agora. Por isso a FIA agiu unilateralmente.
Recordamos que a Mercedes admitiu, através de James Vowles num vídeo da equipa no YouTube, ter levado ao extremo a afinação do seu monolugar e que foi isso que nessa ocasião levou os pilotos a um “desconforto significativo” e que isso não poderia acontecer novamente.
Na falta de uma alteração ao regulamento técnico que coloque todas as equipas em pé de igualdade, as mudanças exigidas pela diretiva técnica vão incidir apenas sobre os monolugares que produzam níveis de oscilação que sejam prejudiciais à saúde dos pilotos, logo haverá quem seja beneficiado e quem se vá sentir prejudicado. Ainda não sabemos que equipas, mas no final do GP do Canadá devemos ter uma primeira imagem.











