Fórmula 1: Pilotos que querem provar alguma coisa

Por a 13 Março 2019 17:22

Um piloto é um ser narcisista, orgulhoso e que tem sempre alguma coisa a provar a alguém. E ser segundo nunca é uma coisa boa! Um piloto de Fórmula 1 não é muito diferente, residindo essa maior diferença na fragilidade que a reputação enferma. Tal como em outros desportos com enorme visibilidade, a ida de bestial a besta é mais curta do que dizer “esternocleidomastoideu”.

Daniel Ricciardo está com uma espinha enorme, holandesa, cravada na garganta. Depois de ter sido a “prima donna” da RedBull, foi ultrapassado – logo ele que é considerado o melhor a ultrapassar na F1 – por Max Verstappen e a sua reputação, apesar do enorme sorriso, foi atingida pela velocidade e forma de estar do holandês.

Para piorar as coisas, Ricciardo já assumiu que ficou triste por não ter ido para a Mercedes ou a Ferrari, pelo que terá de dar tudo, e a Renault também, para recuperar essa reputação. Mas, atenção, que na Renault está um “assassino silencioso” chamado Nico Hulkenberg. O alemão não dá nas vistas, esteve dois anos a moldar a Renault à sua forma de estar, conhece os cantos á casa e não é, propriamente, um pezudo!

Outro que quererá atirar com um pano encharcado á cara de um certo austríaco é Carlos Sainz Jr.. O filho do campeão do Mundo de Ralis e que tem o mesmo feitio mais ou menos arisco, esteve ligado à RedBull durante muito tempo e aceitou quase tudo. Na Toro Rosso “levou” com Max Verstappen e viu este ascender, meteoricamente, até à RedBull, ganhar corridas e ser o menino querido de Helmut Marko. Depois, entrou num negócio estanho de empréstimo, aparecendo de amarelo vestido e com o losango da Renault ao peito. Serviu de manta ignífuga para acalmar o fogo entre RedBull e Renault e acabou por ficar mais tempo com os franceses depois de recusar regressar à Toro Rosso, pois entendia ser o melhor candidato ao lugar ao lado de Verstappen.

O tiro saiu-lhe pela culatra: Ricciardo saiu, mas ao invés de ir para a Mercedes (Bottas não saiu) ou a Ferrari (Vettel não queria voltar a ter o australiano à perna) aterrou na Renault. Desavindo com a RedBull e já fora do programa de desenvolvimento, Sainz Jr teve de ficar com a McLaren.
Vai ter de fazer melhor que Lando Norris – aposto dobrado que o britânico lhe vai dar água pela barba – e unir a equipa e sarar as feridas de um gigante que tarda em recuperar a boa forma. Será fácil? Nem por sombras, mas Carlos Sainz Jr. quer provar a Helmut Marko que ele merecia o lugar de Pierre Gasly.

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