Este ano só duas equipas, Mercedes com Lewis Hamilton e Valteri Bottas e Haas com Romain Grosjean e Kevin Magnussen, mantiveram as duplas para 2019. Não há novas equipas, mas há novos nomes dessas mesmas equipas. A Force India desapareceu dando lugar à Racing Point e a Sauber dá lugar á Alfa Romeo Racing, o regresso de um nome grande à Fórmula 1.
Assistimos à partida de Fernando Alonso, deixando o piloto espanhol já um imenso vazio não só pela espetacularidade em pista, mas também pelo que ajudava, a fazer notícias fora das pistas. Continua a dizer que a saída da Fórmula 1 é um “até já” e vai colecionando sucessos em outras disciplinas, com vitórias nas 24 Horas de Le Mans e agora nas 24 Horas de Daytona, deixando meio mundo boquiaberto com a sua pilotagem de noite e á chuva. Vai atacar as 500 milhas de Indianápolis e vai tentar ser campeão WEC.
Com ele foram embora, mas com menor repercussão, Stoffel Vandoorne, Esteban Ocon, Marcus Ericson, Brendon Hartley e Sergey Sirotkin. Entraram para os seus lugares vários jovens: Alexander Albon (Toro Rosso), George Russell (Williams), Lando Norris (McLaren). Regressam à Fórmula 1 dois “repescados”: Robert Kubica (Williams) e Daniil Kvyat (Toro Rosso), além de António Giovinazzi (Sauber).
Depois, são os “veteramos” que se mexeram mais que o costume. Daniel Ricciardo abandonou a RedBull e caiu no braços da Renault – embora tenha ficado chocado com o facto de não ter ido para a Ferrari ou para a Mercedes, o que deixa claro que a Renault foi o que estava mais à mão depois de bater com a porta na RedBull – e a equipa de Milton Keys teve de deitar mão a Pierre Gasly, o único da sua cantera com qualidade, para acompanhar Max Verstappen sem lhe fazer demasiada sombra, para evitar os encontros de primeiro grau de 2018 e permitir que o holandês tente lutar pelo título.
A Force India viveu no fio da navalha até um mexicano ter baixado a guilhotina que cortou rente as ligações da Fórmula 1 à India, transformando a ex-equipa criada em 1991 por Eddie Jordan – que já foi Midland e permitiu a Tiago Monteiro ser o único português com um pódio na F1 – e comprada em 2008 por Vijay Mallya e Michiel Moi, numa esquadra canadiana, propriedade de Lawrence Stroll e amigos. Como recompensa por ter guilhotinado a Force India, Sergio Perez ficou com um dos volantes da nova Racing Point, tendo a seu lado o filho do dono, Lance Stroll.









