Com a promoção de Pierre Gasly a lugar tenente de Max
Verstappen, a RedBull viu-se e desejou-se para encontrar um piloto que fizesse
um pouco melhor que Brendon Hartley. O campeão do Mundo de Endurance e vencedor
das 24 Horas de Le Mans foi uma desilusão e um claro erro de casting, mas pelo
menos junto ao palmarés a linha com a participação na F1.
Rebuscou, rebuscou, olhou para Dan Ticktum – um moço cheio de talento, mas
ainda verdinho e meio ‘desmiolado’ – mas acabou por ir buscar Alexander Albon,
um tailandês nascido em Londres há 22 anos que terminou o Campeonato de F2 de
2018 no terceiro lugar. Mas a maior surpresa acabou por ser Daniil Kvyat.
Lembram-se dele? Sim, o moço russo que “ficou” com o lugar do António Félix da
Costa. O russo chegou à Toro Rosso em 2014 para o lado de Jean Eric Vergne,
ocupando o lugar de Daniel Ricciardo, promovido á RedBull, passou para a equipa
principal com a saída de Sebastian Vettel para a Ferrari em 2015. Acabou
atirado, de novo, para a Toro Rosso depois de um incidente na largada para o GP
da Russia, em Sochi, quando acertou em cheio em Sebastian Vettel.
Foi substituído por Max Verstappen e ficou como colega de equipa de Carlos Sainz Jr., acabando por conseguir um bom desempenho. O que lhe mereceu o prolongamento do contrato com a Toro Rosso para 2017. Irreconhecível, o russo acabou borda fora da Toro Rosso para dar lugar a Pierre Gasly. Regressou à equipa quando Carlos Sainz foi emprestado à Renault, mas não assentaria arraial pois Helmut Marko decidiu colocar no seu lugar Brendon Hartley logo depois do GP dos EUA (onde Kvyat tinha pontuado e tudo). Em outubro de 2017, confirmava-se que Daniil Kvyat não regressaria à Toro Rosso e que tinha sido dispensado do programa de desenvolvimento de pilotos da RedBull. Esteve como piloto de desenvolvimento em simulador da Ferrari, tendo pilotado o Ferrari SF71H uma única vez em abril de 2018. Em 2019, Daniil Kvyat vai fazer o terceiro regresso à Toro Rosso, algo inédito.










