As equipas de Fórmula 1 têm anunciado novos patrocinadores, ou parceiros comerciais, com bastante frequência. Muitos nunca fizeram parte do portfólio de parceiros das estruturas da Fórmula 1. Atualmente, o grande negócio das equipas têm sido as plataformas de criptomoedas, tanto que já há quem compare esta ligação com os patrocínios das tabaqueiras nas décadas passadas da competição. A razão é simples, quem vê agora Fórmula 1 não são apenas os dedicados fãs que seguem religiosamente a disciplina desde a década de 70 ou 80, mas também uma nova geração que não via F1 e que se enquadra no público-alvo dessas plataformas e de outros patrocinadores mais recentes. O acesso generalizado em qualquer dispositivo a qualquer hora de conteúdo de e sobre Fórmula 1, cresceu significativamente em poucos anos, levando a uma maior interesse e predisposição para ver conteúdos sobre o desporto. Possivelmente, muitos não assistem à corrida completa.
O aumento do interesse não se explica apenas pela série documental “Drive to Survive”, mas este é um bom exemplo. Transformou um desporto numa “nova dimensão de entretenimento”, como lhe chamou Toto Wolff. Trouxe milhares ou milhões de fãs e a Fórmula 1 vive um autêntico “hype” em países que não tinham, ou tinham pouco, entusiasmo pela disciplina, que atrai mais parceiros e aumenta o orçamento das equipas.
“É uma combinação de coisas, mas o entusiasmo em torno de Fórmula 1 é mega”, disse Frédéric Vasseur, CEO e chefe de equipa da Alfa Romeo, citado pelo Motorsport.com. “Vimo-lo no ano passado em diferentes eventos, tivemos o maior número de espectadores em Austin, no ano passado. Foi um mega evento, e as audiências televisivas estão a subir”. Isto faz com que as equipas passem a valer mais, falando-se num negócio que pode atingir os valores da NFL, a liga de futebol americano.
“Penso que somos muito, muito atraentes como desporto, cada vez mais, e como equipa, também porque temos ambições. Penso que estamos a construir um projeto forte com a entrada de novos patrocinadores”, explicou ainda Vasseur sobre este tema. “É uma grande sensação. Desculpem se incomodamos com os comunicados de imprensa! Mas é uma grande sensação ter novos patrocinadores a juntarem-se à equipa todos os dias”.
Nesta fase de pré-temporada algumas equipas alteraram a sua designação para acomodar os novos parceiros comerciais, como por exemplo a Red Bull com a Oracle e a Alpine com a BWT.
É também neste aspeto uma “nova” Fórmula 1, com logótipos de patrocinadores nada usuais de ver nos monolugares, mas que vão continuar a aparecer durante as próximas épocas.











