A prestação discreta da Alpine no teste de Barcelona, apresentando problemas com o DRS no primeiro dia, afastados do topo da tabela de tempos e ainda tiveram um princípio de incêndio depois de um problema no sistema hidráulico do A522 que obrigou a equipa a terminar o terceiro dia de trabalhos mais cedo, levantou algumas dúvidas sobre o monolugar da equipa. Depois do teste, Alan Permane, diretor técnico da equipa descartou qualquer problema com o novo motor da Renault. “Ainda não falámos sobre a unidade motriz e isso é ótimo. É tão diferente. É completamente diferente de qualquer coisa que a Viry já produziu antes”. O responsável da Alpine adiantou ainda que o motor “nem sequer tem sido um ponto de discussão, o que é ótimo. Penso que é muito difícil falar de potência em comparação com o ano passado, devido às diferenças de combustível e às grandes diferenças de potência, mas certamente que os pilotos não se queixaram de todo. Estamos muito contentes com isso”.
No entanto, Fernando Alonso, em entrevista à Forbes Espanha, deixou escapar que a Alpine não foi tão bem preparada para o teste. “Com os novos regulamentos há sempre muitas coisas para tentar ajustar. Acho que progredimos, a verdade é que as outras equipas pareciam estar mais preparadas, começaram desde o início, fizeram bons tempos com facilidade, fizeram simulações de corridas. Começamos aos poucos. No final das contas, estou feliz, mas acho que outras equipas foram um pouco mais inteligentes do que nós”, afirmou o piloto da equipa francesa.
Sobre a nova geração de monolugares, Alonso explicou que “temos de mudar um pouco o ‘chip’ em relação ao ano passado, são carros que rolam mais baixo para gerar mais carga, muito duros na suspensão para que estejam sempre baixos e, portanto, são carros diferentes”, garantindo que os pilotos se vão adaptar rapidamente, ainda que preferisse o carro “de 2005, mas isso já não existe”.










