Fórmula 1: Nova vida para a Alfa Romeo Sauber F1
A formação de Hinwil arranca para um ano com fundadas expetativas, mas a cerimónia mais importante para o futuro da Sauber aconteceu há quase quatro meses, em Arese, quando foi confirmado oficialmente a ligação da formação helvética à Alfa Romeo
A equipa fundada por Peter Sauber vinha a viver uma deriva de perda de competitividade ao longo dos últimos anos, passando por diversas dificuldades financeiras, e parecia caminhar progressivamente para o desaparecimento, destino partilhado por muitos outros nomes, alguns deles até com tradição
na Fórmula 1.
No entanto, um novo dono e uma nova liderança da estrutura – Frédéric Vasseur – acabaram por ser determinantes para o volte face da Sauber, que deixou cair o acordo com a Honda, de quem inicialmente receberia unidades de potência em 2018 e anos seguintes, para se virar para a Ferrari, por decisão do francês, e permitir a Sérgio Marchionne – presidente da marca de Maranello e CEO da FCA – um dos seus sonhos e que há bastante tempo vinha partilhando com quem quisesse ouvir – permitir o regresso da Alfa Romeo à categoria máxima do desporto automóvel, onde conquistou os dois primeiros títulos da história desta.
UM FUTURO PROMETEDOR
A ligação da Sauber à mítica marca de Arese permitiu que a formação de Hinwil encontrasse o desafogo financeiro que não conhecia há longos anos, assegurando um conjunto de patrocinadores e/ou parceiros comerciais da esfera Ferrari/Alfa Romeo – Kappa, Carrera, Claro, Richard Mille, etc. Por outro lado, ao contrário do que sucedeu o ano passado, terá à sua disposição a mais recente unidade de potência oriunda de Maranello, assim como a caixa de velocidades e toda a suspensão traseira, o que lhe garante uma base competitiva à qual não teve acesso recentemente.
Entre os pilotos, a formação helvética perdeu o confiável, mas pouco entusiasmante Pascal Wehrlein, da Mercedes, para colocar ao lado de Marcus Ericsson um dos jovens mais excitantes dos últimos anos – Charles Leclerc – oriundo da ‘cantera’ da Ferrari.
A dinâmica de mudança não fica por aqui e, com uma folha em branco e com capacidade financeira para poder criar algo de novo, Jorg Zander, o diretor técnico da agora Alfa Romeo Sauber, cortou com o passado: “O contendor de 2018 é resultado do trabalho árduo de todos na fábrica. A filosofia do C37 é muito diferente da do C36. O conceito aerodinâmico modificou-se significativamente, e o C37 tem diversos novos componentes, quando comparado com o seu antecessor. Estamos confiantes de que o novo conceito nos oferece mais oportunidades e ajudar-nos-á a evoluir durante a temporada”, afirmou o alemão.
Desenganem-se aqueles que sonham que o simples facto de verem o nome da Alfa Romeo no carro de Hinwil permitirá à Sauber, como que por magia, ascender rapidamente na classificação. Depois de ter perdido tanta capacidade técnica, figurando consistentemente no final das classificações, a formação suíça terá ainda que realizar um longo caminho para poder bater-se de forma regular com a Force India e com a Williams, mas Vasseur aponta objetivos ambiciosos já para 2018: “Temos que chegar ao pelotão e continuar a melhorar a nossa performance durante a temporada. Colocámos muita energia e empenho no desenvolvimento do C37”, concluiu o francês. Aquela manhã de dezembro em Arese foi apenas o início do primeiro dia do resto da vida da Sauber que terá que continuar a crescer para poder, pelo menos, ser uma força reconhecida na luta pela liderança do segundo pelotão. No entanto, o nome Alfa Romeo talvez lhe dê mais ambições ao longo prazo.
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