Por Eduardo Moreira
Michael Masi, o antigo diretor de corrida da Fórmula 1 revelou ter recebido ameaças de morte online depois da controvérsia do ano passado, que viu Max Verstappen reclamar o título de campeão do mundo sobre Lewis Hamilton.
O australiano alterou o procedimento de reinício do carro de segurança no final do Grande Prémio de Abu Dhabi, uma decisão que entregou o campeonato a Verstappen, negando a Lewis Hamilton um oitavo e recordista título de campeão do mundo.
“Houve alguns dias sombrios”, disse Masi à News Corp no domingo. “E absolutamente, senti-me como se fosse o homem mais odiado do mundo.”
“Recebi ameaças de morte. As pessoas diziam que iam vir atrás de mim e da minha família”, acrescentou o australiano.
Um relatório subsequente à corrida de Abu Dhabi, publicado em março declarou que Masi tinha cometido um “erro humano”, mas que tinha agido de “boa-fé”.
Masi, que deixou a direção da FIA em março, foi alvo de uma torrente de abusos nas redes sociais e admite que as mensagens que recebeu e recebe no Facebook são “chocantes”: “Racista, abusivo, vil, chamavam-me todos os nomes sob o sol”. “E continuam a chegar. Não só no meu Facebook, mas também no meu LinkedIn, que é suposto ser uma plataforma profissional para os negócios. Era o mesmo tipo de abuso”, acrescentou.
Masi regressou, entretanto, à Austrália e não procurou ajuda profissional no rescaldo do incidente.
“Eu não queria falar com ninguém”, disse. “Nem mesmo com a família e os amigos. Só falei com a minha família próxima, mas de forma muito breve”.
“Teve realmente um impacto físico, mas foi mais mental. Eu só queria estar numa bolha. Não tinha qualquer desejo de falar com eles. Só queria estar sozinho, o que era um grande desafio.
“Toda a experiência fez de mim uma pessoa muito mais forte”, concluiu.











