Lucas di Grassi (Lola) venceu o ePrix de Xangai, Ronda 13 da Fórmula E, numa corrida marcada por condições de pista mista, nas quais os pilotos que apostaram numa afinação de risco conseguiram progredir de forma acentuada na classificação. Nenhum beneficiou tanto como o experiente brasileiro, que tinha arrancado da 18ª posição da grelha. Joel Eriksson (Envision Racing) liderava o pelotão após um Full Course Yellow tardio, com Jean-Éric Vergne (Citroën Racing) e di Grassi em luta. Fundamental para o desenrolar da prova foi o facto de esse Full Course Yellow ter neutralizado as ativações do ATTACK MODE de Eriksson e Vergne, enquanto di Grassi mantinha o seu por utilizar.
O campeão de 2016/17 aproveitou a vantagem da tração às quatro rodas, ainda por usar, depois do fim do FCY, para recuperar terreno sobre a dupla à sua frente, ultrapassando Eriksson, enquanto Vergne lutava para chegar à liderança. Meia volta depois, di Grassi ultrapassou o piloto da Citroën na Curva 1, na última volta, para conquistar a vitória.
Making history ✍️
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12 years after his first win in China, @LucasdiGrassi brings it home in P1 for @LolaFormulaE in Shanghai 🤩#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/11t0FSIShO
Esta foi a primeira subida ao lugar mais alto do pódio de di Grassi desde 2022, sendo que o brasileiro também venceu a primeiríssima corrida de Fórmula E, também na China, em 2014. Com 41 anos e 328 dias, continua a ser o vencedor mais velho da história do Fórmula E e estabelece agora um novo recorde.
Vergne terminou em segundo lugar, com Eriksson a completar o pódio, alcançando o seu melhor resultado até à data e o primeiro pódio da carreira. Pascal Wehrlein (Porsche) tinha liderado nas fases iniciais, mas apenas conseguiu terminar em quarto, resultado suficiente, ainda assim, para assumir a liderança do campeonato, uma vez que o anterior líder do Mundial de Pilotos, Mitch Evans (Jaguar TCS Racing), não conseguiu tomar a partida devido a um problema técnico no seu carro. Sébastien Buemi terminou em quinto lugar pela Envision Racing, enquanto o polesitter Felipe Drugovich (Andretti) terminou em sexto. António Félix da Costa (Jaguar TCS Racing) ainda lutou pelas primeiras posições, mas a sua corrida terminou longe dos primeiros lugares.
Este resultado colocou Wehrlein na liderança do campeonato ao deixar a China, revertendo a vantagem de 19 pontos que Evans detinha antes do fim de semana, passando agora a liderar o neozelandês por nove pontos. Na classificação de Equipas, a Jaguar TCS Racing lidera a Porsche por 243 a 237 pontos. Nos Construtores, a Porsche lidera a Jaguar por 384 a 334 pontos.
LUCAS DI GRASSI WINS IN SHANGHAI 🏆
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From the first-ever winner in China to his last race in China#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/rRdk6lHTxh
Qualificação sorriu a Drugovich
Felipe Drugovich, piloto brasileiro de 26 anos da Andretti, conquistou a primeira pole position da carreira na segunda qualificação do fim de semana. O brasileiro superou a concorrência de Taylor Barnard e do vencedor e polesitter do dia anterior, Pascal Wehrlein, garantindo a 16ª pole position da Andretti na categoria.
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Na fase de Grupos, o Grupo A foi liderado por Nico Muller, com um tempo de 1m16.615, seguido por Taylor Barnard, que manteve o ritmo forte demonstrado no piso húmido durante o TL3. Pepe Marti garantiu, pela primeira vez na carreira, uma presença nos Duelos, enquanto o campeão em título, Oliver Rowland, ocupou a última vaga de qualificação para a fase seguinte. O momento mais surpreendente do Grupo A foi a eliminação de ambos os pilotos da Jaguar, colocando o líder do campeonato, Mitch Evans, e o seu companheiro de equipa, António Félix da Costa, em desvantagem.
No Grupo B, o vencedor e polesitter do dia anterior, Pascal Wehrlein, confirmou a sua boa forma com o tempo mais rápido de todos os Grupos, um 1m16.030. Norman Nato e Felipe Drugovich também avançaram, mas o companheiro de equipa de Drugovich na Andretti, Jake Dennis, não conseguiu qualificar-se, tendo o britânico se queixado via rádio que foi bloqueado por Sébastien Buemi. Edoardo Mortara foi o último piloto a avançar, impedindo Zane Maloney de garantir um lugar nos Duelos.
Nos Quartos de Final, os dois pilotos mais jovens da grelha, Pepe Marti e Taylor Barnard, defrontaram-se na primeira eliminatória. Marti já tinha assegurado o seu melhor resultado de qualificação de sempre (anteriormente 10º lugar), mas foi Barnard quem avançou, batendo o tempo do espanhol por mais de meio segundo. Seguiu-se o confronto entre Rowland e Muller, com o piloto da Nissan a avançar após encontrar uma trajetória seca que começava a surgir na pista. No penúltimo confronto, Drugovich enfrentou Nato, com o brasileiro a criar uma vantagem inicial após um primeiro setor forte, mantendo-a até ao final da volta e garantindo o lugar nas Meias-Finais. Por fim, Edoardo Mortara e Pascal Wehrlein, mediram forças, com o alemão da Porsche em grande forma, criando uma diferença de mais de sete décimas já no primeiro setor, que estendeu para mais de um segundo no final da volta.
Barnard, Rowland, Drugovich and Wehrlein
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The battle for Pole continues 1⃣#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/LnDbF9VghA
Nas Meias-Finais, a primeira eliminatória colocou frente a frente dois pilotos britânicos, Oliver Rowland e Taylor Barnard. Barnard construiu uma vantagem significativa sobre o piloto da Nissan até ao segundo setor, avançando com facilidade para a Final. Na segunda Meia-Final, protagonizada pelos pilotos com motorização Porsche, Pascal Wehrlein e Felipe Drugovich, foi o brasileiro da Andretti a vencer, numa autêntica surpresa.
Na Final, Drugovich não deu hipóteses a Barnard, batendo-o por uma margem de quase meio segundo e assegurando a pole position de forma inequívoca.
Securing his first pole position in Formula E 🔐@FelipeDrugovich is the first Brazilian driver to take pole position since Lucas di Grassi in Mexico in 2023 🙌#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/MErzIdUFA9
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Surpresa absoluta na corrida
Antes do início da corrida, a prova de Mitch Evans já estava decidida. Um problema técnico manteve a equipa da Jaguar a trabalhar até ao último momento no seu carro, mas não foi possível resolver a avaria a tempo de o colocar na grelha para o início da corrida. Um desfecho desastroso para o líder do campeonato.
Here we go!
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Felipe Drugovich's first Pole start coming soon in Shanghai#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/gE4frpVpvX
As condições da pista obrigaram a algumas voltas atrás do Safety Car antes do arranque estático, com o polesitter Drugovich a liderar o pelotão. Taylor Barnard, Pepe Marti, Edoardo Mortara e Nyck de Vries ativaram de imediato o Attack Mode, aproveitando a potência e aderência extra enquanto o pelotão estava compacto. Grande parte do top 10 seguiu o exemplo uma volta depois.
Championship leader Mitch Evans misses the start of Round 13 due to technical difficulties 🛠️#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/PRMK5Ox0iM
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Barnard assumiu a liderança na volta 5, com Drugovich, Wehrlein, Marti, Mortara, Rowland, de Vries, Muller, Dennis e Maloney a segui-lo. A passagem de Wehrlein pelo Attack Mode permitiu-lhe assumir a liderança na volta 7, à frente do companheiro de equipa Muller por poucos segundos, ainda que Muller tivesse ainda mais alguns minutos de AM. Os Porsches trabalharam depois em conjunto para se distanciarem de Drugovich, que seguia em terceiro, abrindo uma vantagem de três segundos à passagem da volta 10.
Félix da Costa ativou o AM mais tarde e recuperou até ao terceiro lugar na volta 16, ficando atrás da dupla da sua antiga equipa. Tinha, entretanto, tocado no Nissan de Rowland na Curva 1 anteriormente, danificando a sua asa frontal.
We're racing in Shanghai for Round 13 🇨🇳 #ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/U3NMkTiZPO
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Buemi ocupava o quarto lugar, bem posicionado para atacar ao ativar o seu segundo AM. Ultrapassou de imediato AFC, colocando-se atrás de Muller e do líder Wehrlein, a poucos segundos de distância. Muller respondeu ativando o AM uma volta depois. No entanto, Eriksson, que também se tinha juntado à luta, conseguiu contornar pelo exterior tanto Muller como Buemi no início da volta 21, na Curva 1. Uma volta depois, Eriksson ultrapassou Wehrlein na chegada à Curva 1. Um ganho de 16 posições relativamente à sua posição de partida. Ainda tinha um AM por utilizar.
Rowland and da Costa clash in lap 14 😮#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/MdfqzEdK0u
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Os pilotos que tinham preparado os carros para condições mais secas estavam em grande forma, Eriksson com 4,4 segundos de vantagem na liderança, Vergne a progredir rapidamente pelo pelotão até ao segundo lugar na volta 23, enquanto di Grassi se juntava à festa em terceiro, deixando Wehrlein fora dos lugares do pódio. Os três tinham progredido 16 posições relativamente à respetiva posição de partida.
Um Full Course Yellow tornou-se necessário na volta 24, com o Lola de Maloney em dificuldades e a necessitar de ser retirado da pista. Esta situação deixou o seu companheiro de equipa, di Grassi, numa posição ideal: em terceiro, mas ainda com o AM por utilizar, enquanto os pilotos à sua volta viam o seu esgotar-se sob bandeira amarela.
🟢 GREEN FLAG 🟢
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We're back underway in Shanghai#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/eLtXyxIFQb
No recomeço, Eriksson tentou manter à distância dois campeões. Vergne seguia colado à traseira do carro da Envision, com di Grassi também em AM junto da dupla. Vergne tentou uma ultrapassagem, com di Grassi a lançar-se também, ambos passaram Eriksson, disputando agora entre si a vitória. Na Curva 1, na última volta, di Grassi contornou pelo exterior Vergne para lhe roubar a liderança. Manteve-se firme, ainda em AM, para conquistar a primeira vitória da equipa na Fórmula E, terminando na frente de Vergne e Eriksson. Félix da Costa foi caindo na classificação até ao 14º lugar, num dia duro para o piloto português.
Pure emotion for @LucasdiGrassi and @LolaFormulaE after their win in Shanghai 🥹#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/rfjqwH71Xs
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What. A. Race. 😮💨
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Here's how the points were scored in a dramatic Round 13 in Shanghai 🇨🇳#ShanghaiEPrix #FormulaE pic.twitter.com/x9pdj4bs5n









