Os responsáveis da Red Bull estão um pouco divididos quanto à severidade das sanções impostas pela Federação Internacional do Automóvel sobre a infração ao limite orçamental em 2021. Christian Horner considera que o valor da coima a pagar é alto e o decréscimo do tempo de desenvolvimento é “muito severo”, dando vantagem, sim, aos adversários da equipa austríaca, representando uma perda “entre um quarto e meio segundo de tempo por volta” . Helmut Marko acredita que a equipa ainda pode ser competitiva apesar do menor tempo em desenvolvimento aerodinâmico, mas admitindo que a penalização é “dura”.
O responsável pela engenharia de pistas da Mercedes, Andrew Shovlin, contrariou a estimativa de Horner, dizendo que a Red Bull pode perder “talvez dois décimos”.
“A escala desta penalização não é muito mais do que o que se perderia se se terminasse apenas um lugar mais acima no campeonato”, disse Shovlin durante a conferência de imprensa dos responsáveis de equipas no Grande Prémio do México. “Não é tão grande como a penalização se estiver posicionado dois lugares mais acima. Portanto, penso que descrevê-lo como severo é um exagero.
O engenheiro da equipa de Brackley explicou que a penalização imposta “limita a liberdade no desenvolvimento de um conceito, mas agora estamos em regulamentos razoavelmente bem explorados. Definitivamente, é preciso ser mais eficiente, mas se fosse meio segundo, como já ouvimos dizer, então uma equipa do fundo da grelha teria três segundos de vantagem para uma da frente e isso simplesmente não acontece”.
Shovlin admite, porém, que a Red Bull terá de apostar num conceito que se revele rápido e fiável, porque não terá tantas oportunidades para apresentar atualizações exploradas ao máximo tanto no túnel de vento como em simulação por CFD.











