Os rumores sobre a saída de Mattia Binotto da liderança da Scuderia Ferrari regressaram após o resultado da equipa no Brasil e pelo facto de terem sido batidos pelos Mercedes. A expectativa que rodeava a equipa no início da temporada era lutarem pelo campeonato, mas após uma série de desaires, a Ferrari deixou de ter argumentos para acompanhar a Red Bull e Max Verstappen, estando neste momento a lutar pelo segundo lugar do campeonato de construtores com a Mercedes – que ganhou mais fulgor durante a segunda metade da época – e Charles Leclerc discute com Sergio Pérez também o segundo posto do campeonato de pilotos.
O responsável da Ferrari, em declarações na conferência de imprensa de Abu Dhabi, explicou que “quando há uma paixão tão grande” à volta da Ferrari, “há também críticas e rumores. Isso tem sido verdade no passado, é a situação neste momento, e será no futuro”.
Binotto garantiu que quando os rumores surgiram durante a semana, “tive uma conversa com o meu presidente, John Elkann. Juntos discutimos qual a melhor forma de avançar e juntos decidimos divulgar uma declaração, foi talvez a melhor forma de dissipar essas especulações”. Acrescentando que “essas especulações são totalmente destituídas de fundamento”.
O chefe de equipa da Ferrari admitiu que “estou bastante descontraído” sobre o seu futuro dentro da equipa, apesar de não ser ele a decidir o que vai acontecer. “A razão pela qual estou descontraído é que estou sempre aberto a discussões francas e abertas com os meus chefes, com o meu presidente, não só a curto prazo, mas também a médio e longo prazo”, esclareceu.
Binotto admitiu que ainda há espaço para melhorias na Ferrari, mas insistiu que a equipa italiana alcançou o seu objectivo para 2022, sendo competitiva e lutando por vitórias em corridas. “Há muitas coisas que precisam de progredir, foram demonstradas fraquezas, mas, como vimos no passado, vamos tentar resolvê-las. A equipa quando voltar à fábrica estará totalmente concentrada em 2023”, concluiu Mattia Binotto.










