O Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, disse ontem que a entidade federativa poderia investigar o caso do acidente de Sergio Pérez no Grande Prémio do Mónaco, que surgiu como rumor que possa ter ocorrido propositadamente e que serviu de justificação para o não cumprimento da ordem de equipa por Max Verstappen na corrida brasileira da semana passada, mas teria que existir uma queixa formal para se dar início ao processo.
Não devendo a Red Bull a apresentar uma queixa para iniciar uma investigação ao seu próprio piloto, Mohammed Ben Sulayem referia-se obviamente a outra equipa adversária. No entanto, mesmo a Ferrari, cujo carro de Carlos Sainz foi danificado nesse incidente, recusou-se a levar este assunto ao controlo da FIA. “Não creio que possamos ajuizar [o incidente], e não nos cabe a nós também fazê-lo. Cabe à FIA”, disse Mattia Binotto. “Tenho quase a certeza que eles avaliaram a situação nessa altura, e nós precisamos de progredir e pensar que as coisas estão a avançar”.
Também Zak Brown da McLaren considera que o incidente pertence ao passado e não vale a pena levar o caso para outras instâncias, fazendo uma analogia com os acontecimentos de Abu Dhabi em 2021, que voltaram a ser falados no regresso ao circuito de Yas Marina.
Toto Wolff quando questionado na conferência de imprensa sobre este tema, salientou que uma investigação sobre o sucedido não seria boa para a Fórmula 1. “Conheço o Sérgio há muito tempo, será que um piloto mandaria o seu carro contra a parede e arriscaria a sua caixa de velocidades da forma como foi feito? Poderia ter de arrancar do fundo da grelha com um incidente destes. Portanto, para mim, se quiser parar o carro, fá-lo-ia de uma forma diferente. Tivemos o suficiente de uma crise de relações públicas nas últimas semanas à volta daquela equipa [Red Bull], e penso que não precisamos de outra”, concluiu.












