O regulamento sobre as unidades motrizes a serem introduzidas na Fórmula 1 em 2026 está em discussão e sabemos que existe interesse da Volkswagen em entrar na disciplina, através de duas das suas marcas, a Audi e Porsche. Há luz verde, mas depende do regulamento.
Os construtores e os fornecedores de unidades motrizes – Renault, Red Bull Powertrains, Mercedes e Ferrari – vêm com bons olhos a entrada de novas estruturas, quer sejam como equipa ou apenas fornecedores de motores, mas segundo o CEO da Alpine, é necessário cautela com as concessões aos interessados, que não podem ter vantagem sobre aqueles que já estão em competição.
“Acho que é bom, acho que é bom para o desporto, mas precisamos realmente de prestar atenção a algumas coisas”, disse Laurent Rossi, CEO da Alpine, ao Motorsport.com. “Precisamos de verificar e assegurar que duas equipas separadas são duas equipas separadas. Temos de nos certificar de que, se estão a entrar na arena como equipas, são equipas de trabalho, vem da Porsche, da Audi, vem da Red Bull ou da Honda? Têm ou não tratamento específico? Basicamente, o desporto vai estar melhor, ou vai estar pior?”
A preocupação de Rossi deverá ir de encontro às dos restantes construtores. “Acho que é a mesma preocupação para a maioria das equipas aqui, mas especialmente para nós como equipa de trabalho, porque investimos literalmente milhares de milhões nos últimos 20 anos, 40 anos, com a Renault em unidades motrizes. Não é para alguém entrar e gostar de receber privilégios só porque se estendeu a carpete vermelha. Porque assim vão perturbar o nosso modelo de negócio e pôr em risco muitos postos de trabalho”, concluiu o responsável da Alpine.










