Sebastian Vettel e Lance Stroll foram as primeiras “vítimas” do controlo mais apertado da FIA da temperatura do combustível nos monolugares antes de qualquer sessão do fim de semana. No caso dos carros da Aston Martin, foi um mal-entendido entre a equipa que resultou no arranque dos dois pilotos da via das boxes em Miami e em Espanha, Pierre Gasly e Max Verstappen safaram-se de igual sorte nos instantes finais do tempo permitido para os carros saírem das boxes e pararem nos lugares da grelha de partida.
Segundo Adam Cooper, jornalista do Motorsport.com, a indicação de temperatura ambiente – a temperatura do combustível dos monolugares tem o limite de 10ºC abaixo da temperatura ambiente – em Espanha foi declarada pela FIA em 35ºC, arredondada para cima, quando as equipas esperavam que fosse de 34ºC. Ou seja, no carro de Verstappen e Gasly a temperatura do combustível estaria nos 24ºC, menos 11ºC que a temperatura ambiente e para além do permitido pelo regulamento. As equipas trabalharam para subir em 1ºC o combustível, mas não deixaram de pedir a Eduardo Freitas, diretor de corrida da FIA em Espanha e no Mónaco, alterações ao procedimento.
Para já, Freitas aprovou que na “mensagem oficial da temperatura do ar, que é enviada uma hora antes de cada sessão de treino e duas horas antes da corrida, será agora afixada com uma casa decimal”, para que não se repita os episódios de Gasly e Verstappen. No entanto, as equipas foram mais longe e pedem que a temperatura oficial seja declarada 3 horas antes da corrida, o que para já não sofreu alterações.











