Os Grandes Prémios de Portugal de Fórmula 1 e MotoGP não vão ter público nas bancadas do AIA. Resta saber o que vai suceder com o Rali de Portugal…
Num ano sem paralelo, Portugal recebe a Fórmula 1, o MotoGP, Mundial de Ralis, Mundial de Endurance, Mundial de Turismos, algo absolutamente inédito na nossa história do automobilismo, mas infelizmente, não podemos sentir ao mesmo tempo alguma tristeza, pois para já, e até ver, F1 e MotoGP não vão ter público, e o Rali de Portugal pode seguir o mesmo caminho…
É no mínimo irónico. Numa altura em que Portugal está com cerca apenas 4% de novos casos de coronavírus comparados com o valor do pico atingido a 28 de janeiro, ficou a saber-se que o Governo não autoriza a presença de público no MotoGP, no fim de semana de 18 de abril e no GP de Portugal de Fórmula 1, previsto para ao fim de semana de 2 de maio.
A informação ainda não é oficial, mas é pública, e não foi desmentida.
Portanto, os adeptos podem começar a deixar de sonhar em poder assistir a uma nova e eventual vitória de Miguel Oliveira na ‘sua’ corrida e também a ver Lewis Hamilton, Max Verstappen e os seus 18 adversários competir mais uma vez em Portugal.
Fonte do Governo disse-o ao jornal Expresso, num contexto de desconfinamento “a conta-gotas”. Também o futebol ficou em polvorosa, pois não vai ser permitido público nos estádios, provavelmente até ao fim da época, ficando para já por se saber o que irá acontecer com o Rali de Portugal.
Se em bancadas de um autódromo e em estádios com cadeiras, não vai ser permitido público, sendo que no caso dos ‘motores’ se preparava um “conceito de bolha em que todos os espectadores terão de ser testados”, facto que diminuía drasticamente as probabilidades de haver novas infecções decorrentes desse evento – como também não parece ter havido surtos que começaram a partir da F1 em outubro passado – imagine-se o que irá suceder com o Rali de Portugal em que o controlo de espectadores é muito mais difícil.
Vamos ver o que sucede com o passar do tempo, até que existam decisões finais. Seja como for, será muito difícil haver público no Rali de Portugal.
Quanto à F1 e MotoGP nem o facto dos organizadores terem previsto que o valor dos bilhetes para F1 e Moto GP já incluiriam o valor de um teste, nem essa solução terá sido suficiente.
Ponto final: o Governo não quer público nos grandes acontecimentos desportivos até ao fim do período de desconfinamento.
Falava-se numa lotação limitada a 10% da capacidade do recinto (cerca de 10 mil espetadores) para o MotoGP e 25% a 28%, cerca de 25 mil espectadores para a F1.
O que seria um bom balão de oxigénio para a economia algarvia – que irá sempre beneficiar da vinda da caravana da F1 a Portugal, pois tratam-se de mais de 2000 pessoas.
Para a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) o MotoGP e a F1 sem público serão como “mais dois meses de inverno, que já dura há um ano”, afirmou o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, à Agência Lusa.
Para a Associação de hotelaria (AHETA), o MotoGP e Fórmula 1 sem público é “excesso de zelo”, com o seu Presidente a defender realização dos dois eventos com lotação limitada nas bancadas do Autódromo Internacional do Algarve. O dirigente da AHETA considerou que a presença de público seria possível “se fossem cumpridas regras de segurança, de distanciamento social, tendo em conta a evolução positiva da pandemia” em Portugal.
Por fim, para Miguel Oliveira, piloto da KTM que venceu a corrida de MotoGP em Portugal, quanto à ausência de público: “é uma notícia triste, mas esperada”.









