Stefano Domenicali admite que dificilmente a Fórmula 1 tem uma equipa nova nos próximos dois a três anos, ainda que tenha estado em conversações com novos fabricantes sobre esse assunto. Como se sabe, os novos regulamentos entram em vigor no próximo ano, mas um construtor que decida agora entrar, dificilmente o faria antes de 2023, e mesmo assim já seria otimista.
Contudo, a Fórmula 1 está a trabalhar para se tornar mais atraente para os fabricantes, com a nova fórmula de motores, prevista para 2025, e então aí sim, é possível que dois anos antes se possa ouvir mais alguma coisa nesse sentido:
“Penso que, realisticamente, em dois ou três anos é muito improvável, porque já definimos o novo carro em termos de regulamentação e do motor (ndr, para 2022-2024, pelo menos). O que estamos a fazer é tentar pôr em prática as ideias que serão muito atrativas para os novos OEM (ndr, OEM, fabricantes de equipamentos originais) fazerem parte.
Sinto que aquilo em que estamos a trabalhar, são elementos no centro da discussão que estamos a ter. Primeiro é o facto de que a tecnologia tem de ser muito relevante. Temos de pensar bem na relação custo e investimento, que são fundamentais para tornar atrativo para qualquer outro OEM produzir um motor, ou fazer parte de um motor e ainda a produção de chassis.
Por isso, os custos do motor serão a grande equação, por onde começamos as discussões. Mas quando digo isto, é a área que não está ligada por qualquer tipo de controlo ou limite de custos, pelo que precisamos de ser muito agressivos”.










