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Fórmula 1, Análise: Quem está melhor – Mercedes ou Red Bull?

Redação by Redação
22 Outubro, 2021
in Destaque Homepage, F1, FÓRMULA 1
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F1: Como foi a luta pelo título até agora (vídeo)

IMOLA, ITALY - APRIL 18: Max Verstappen of the Netherlands driving the (33) Red Bull Racing RB16B Honda and Lewis Hamilton of Great Britain driving the (44) Mercedes AMG Petronas F1 Team Mercedes W12 battle for track position at the start during the F1 Grand Prix of Emilia Romagna at Autodromo Enzo e Dino Ferrari on April 18, 2021 in Imola, Italy. (Photo by Bryn Lennon/Getty Images) // Getty Images / Red Bull Content Pool // SI202104190121 // Usage for editorial use only //


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Faltam seis Grandes Prémios para o final da temporada, sendo esta a fase crítica da decisão dos títulos deste ano. Depois da paragem estival a Mercedes parece ter dado um passo competitivo que poderá ser determinante para o desfecho do campeonato, mas raramente as aparências conferem uma visão fiável da realidade.

Antes de mais é preciso ter em atenção as duas filosofias antagónicas dos dois carros mais eficazes do plantel – o Red Bull RB16B Honda adoptou o conceito de “high-rake”, o que o favorece em circuitos onde a carga aerodinâmica máxima é necessária; o Mercedes continua a abraçar o conceito “low-rake”, que se revela na sua melhor forma em traçados que exigem a eficácia aerodinâmica.
Para percebermos melhor, Monte Carlo é o exemplo extremo de uma pista que requer apoio aerodinâmico sem que o arrasto seja uma penalização a ter em conta, ao passo que Monza está do outro lado, exigindo o máximo de apoio possível sem que o arrasto trave o carro.

Ao longo da temporada temos vindo a verificar que o equilíbrio competitivo tende para um lado ou para o outro de acordo com as características dos circuitos, mas após as férias de verão tem vindo a notar-se um ascendente da Mercedes, mas será esta melhoria da equipa de Brackley uma situação circunstancial ou será algo mais profundo?

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Vamos rever os últimos cinco Grandes Prémios

GP da Bélgica – Max Verstappen
Este deveria ser um fim-de-semana em que a Mercedes poderia ter algum ascendente, dado ser uma pista que privilegia a eficácia aerodinâmica, mas a Red Bull conseguiu apresentar uma solução técnica eficaz graças à sua asa traseira, o que colocou os homens da equipa do construtor germânico sob pressão.
Contudo, todo o exercício tornou-se académico com a chuva, tendo Verstappen vencido uma corrida que não existiu graças à sua pole-position.

GP da Holanda – Max Verstappen
O traçado holandês tinha tudo o que o Red Bull RB16B Honda gosta – encadeamento de curvas de média / alta velocidade e o holandês dominou completamente o fim-de-semana.
Lewis Hamilton nada pôde fazer quanto ao ascendente ao seu rival.

GP de Itália – Daniel Ricciardo
Em Monza esperava-se que a Mercedes dominasse e, na verdade, estava um passo à frente relativamente à Red Bull. Bottas foi o mais rápido na qualificação, seguido de Hamilton, e foi o primeiro na Qualificação Sprint. Mas o finlandês montou a sua quarta unidade de potência e teve de arrancar do final da grelha de partida.
Hamilton não arrancou bem nem para a Qualificação Sprint nem para o Grande Prémio, o que o deixou numa posição em que se envolveu num toque com Verstappen, abandonando os dois.
A Mercedes tinha o carro mais competitivo no traçado italiano, mas erros operacionais da equipa e maus arranques levaram à dobradinha da McLaren e ao triunfo de Daniel Ricciardo.

GP da Rússia – Lewis Hamilton
A Mercedes nunca foi batida em Sochi desde que o circuito russo passou a integrar o Campeonato do Mundo de Fórmula 1, sendo um traçado bastante simpático para o conceito do carro de Brackley.
Face ao ascendente esperado da sua adversária, a Red Bull elegeu montar uma quarta unidade de potência no monolugar de Max Verstappen, o que o enviou para o final da grelha de partida.
Com esta decisão, nunca se pôde perceber verdadeiramente se os Mercedes eram mais eficazes que o Red Bull do holandês, uma vez que este, ao longo do fim-de-semana, nunca realizou uma volta em configuração de qualificação.
Para além disso, o líder do Campeonato de Pilotos adotou uma afinação com pouca asa, para lhe permitir ultrapassar durante a corrida, ficando por saber qual o real valor do Red Bull em Sochi.
No entanto, a Mercedes capitalizou o seu ascendente, com o triunfo de Hamilton, mas Verstappen limitou os danos com um segundo lugar oportuno fruto da chuvada nos momentos finais da corrida.

GP da Turquia – Valtteri Bottas
O Istambul Park poderia cair para cada um dos lados – tem longas retas que vão de encontro às características do Mercedes e curvas de média / alta velocidade que poderiam beneficiar o Red Bull.
No entanto, os carros de Brackley mostraram-se claramente à frente e Valtteri Bottas venceu confortavelmente frente a Max Verstappen, que beneficiou da montagem do quarto motor de combustão interna no carro de Hamilton, que ficou em quinto, para terminar em segundo e recuperar a liderança no Campeonato de Pilotos.
Mas a Red Bull foi surpreendida pela crescente aderência do asfalto turco, o que lhe causou problemas de subviragem extrema na entrada das curvas, que se transformava em sobreviragem repentina a meio, quando os pneus dianteiros ganhavam ‘grip’.
Este comportamento permitiu a melhoria de andamento de Pérez, adepto de um monolugar subvirador, ao passo que Verstappen teve mais dificuldades já que gosta de um carro com a frente precisa.
Esta foi uma situação que já se verificou em Hungaroring, onde a Red Bull nunca conseguiu equilibrar o seu carro, perdendo muito para a Mercedes.
A equipa de Brackley foi mais forte, mas deveu-se mais às dificuldades da sua rival, que a uma superioridade técnica inerente da sua parte.

Face ao demonstrado, acreditar que existe agora algum tipo de ascendente da parte da equipa de Brackley parece ser extemporâneo, até porque estamos a falar de diferenças muito curtas – nunca excederam o meio segundo – e estas deveram-se às características dos circuitos e a questões episódicas.
Daqui para a frente veremos, mas pode-se prever que a Red Bull será forte no México e Qatar, ao passo que a Mercedes deverá ser melhor nos Estados Unidos da América na Arábia Saudita. Já o Brasil e Abu Dhabi podem pender para qualquer um dos lados.
Mas sem grandes surpresas ou abandonos, parece seguro que teremos um campeonato intenso até ao último Grande Prémio da temporada.

Tags: Jorge Girão
Redação

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