Stoffel Vandoorne teve uma última corrida pouco positiva, com o belga a terminar apenas em 12º. O piloto queixou-se do comportamento do carro, que estava com a traseira muito mais solta do que seria expectável e desejado.
Quando o carro chegou ao parque fechado, foi descoberto um pedaço de fita cola de 20 cm no difusor do Mclaren do jovem piloto. Os engenheiros acreditam que esse pedaço de fita esteve presente na grande maioria da corrida e que complicou sobremaneira a tarefa do Vandoorne.
A fita cola foi descrita como pelos engenheiros como muito adesiva, como se usa nos carros de turismo, para reparações. O pedaço de fita terá sido inicialmente, muito maior, dada a perda de apoio aerodinâmico que se verificou, o equivalente ao DRS aberto, mas durante toda a volta. A partir da volta 22 o pedaço de fita ter-se-á parcialmente desfeito ou realojado noutra parte do difusor, pois os níveis de apoio aerodinâmico regressaram a valores mais aceitáveis, e o andamento do belga logo melhorou.
Pierre Gasly foi testemunha disso mesmo tendo afirmado que o McLaren estava com um comportamento extremamente sobrevirador, e que tinha reparado em algo que estava a bater por debaixo do carro de Stoffel.
O engenheiro de Vandoorne elogiou a prestação do seu piloto, que aguentou o carro em condições difíceis, sem ter nenhum acidente e mantendo seis carros atrás de si. O talento as vezes não é medido pelo sucesso, mas também pela forma como se evitam acidentes quase certos, dadas as circunstâncias. E esta situação serve também para perceber como os fórmula 1 são máquinas perfeitas, que há mínima alteração ‘devolvem’ de imediato novas sensações aos pilotos.










