FIA quer 12 equipas, mas F1 pretende manter atuais 10
Está encontrada a primeira guerra de 2023. A FIA parece focada em aumentar o número de equipas na F1, algo que a própria F1 parece não ver com bons olhos.
Mohammed Ben Sulayem disse recentemente que pretendia abrir o processo de declaração de interesse que poderá abrir a porta a novas equipas de F1. E o dirigente da FIA acredita que a F1 poderia chegar às12 equipas, o que poderá não agradar às atuais equipas do Grande Circo.
“Em geral, se olharmos para a sustentabilidade da Fórmula 1, temos de a abrir a outras marcas. Podemos ter até 12 equipas na grelha”, disse Mohammed Ben Sulayem citado pelaSoyMotor.com. “Tendo uma empresa como a General Motors, uma das cinco maiores do mundo… devemos encorajá-los no seu interesse em vir para a F1. É assim que eu gostaria que o futuro fosse”, disse ele. “Depois, do outro lado, temos a equipa Andretti. Há um processo, temos de esperar e ver se são capazes de ter sucesso e estar na grelha. Um fabricante irá ajudar a melhorar a Fórmula 1 e não vejo razão para não recebermos novas equipas, especialmente equipas americanas. Já temos lá três corridas este ano”, disse ele. “Congratulámo-nos com qualquer proposta para ser uma das 12 equipas. Aceitamos boas equipas, mesmo que sejam pequenas, como a Haas. Esperamos que as coisas mudem e que possamos ter uma 11ª equipa adequada, veremos o que acontece”.
Ora, vendo a reação da F1 ao anúncio de Mohammed Ben Sulayem, parece que um conflito de interesses entre a FIA e a F1 pode despontar, o que poderá piorar as relações entre as duas organizações, relações que já viveram melhores dias.
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José Gonçalves
9 Janeiro, 2023 at 20:00
Menos conversa e mais ação! Venham essas 2 equipas para acabar com as lamechas do costume de certas equipas.
Frenando_Afondo™
9 Janeiro, 2023 at 20:59
Por um lado mais duas equipas era óptimo. Por outro tem de haver equilíbrio para que as equipas mais pequenas consigam continuar a competir, ou é apenas uma porta giratória em que entram duas novas, as que estão nos últimos lugares não aguentam e saem, ficando outra vez a F1 com 10 equipas…
As equipas têm de ser bem escolhidas e os lucros distribuídos de maneira que a equipa que ganhe menos, tenha dinheiro para ser competitiva e não ter de andar a raspar o fundo do tacho para apenas aparecer em pista.
Fast Turtle
9 Janeiro, 2023 at 21:59
As ultimas equipas a desaparecerem tambem foram as ultimas a entrar. Tirando a Haas.
F1 FOR FUN
10 Janeiro, 2023 at 9:45
Escolhidas a dedo pelos gananciosos do costume, rejeitam a Andretti Cadillac e talvez aprovem a Pantera porque não ameaça o 10º lugar. Os 200 milhões só deviam ser pagos às equipas que perdessem para a equipa que entrasse na F1, o que ajudaria as equipas mais fracas do pelotão. Foi pena a Porsche não ter tentado criar uma equipa de raiz, duvido que fossem rejeitados por todas as equipas.
Lisboa
9 Janeiro, 2023 at 23:17
Na minha opinião (não é que ninguém a tenha inquirido na FIA) só deveria entrar construtores com um contrato de 10 anos de permanência, com um pagamento de 500 milhões de entrada como caução, devolvido ao cabo dos ditos 10 anos. Se sairem mais cedo, perdem a guita, simples.
Com respeito aos “privados”, tirando a Red-Bull, mais nenhum aventureiro desde a Williams, se aguentou até aos dias de hoje.
Não necessitamos de mais HAAS, com respeito pelo trabalho desenvolvido, precisamos de investidores sérios, com recursos válidos para desenvolver e competir seriamente na F1.
Gostava de ver uma Toyota e uma marca americana, de preferência a mítica FORD, ou mesmo a Porsche com a sua própria equipa.
Eu entendo as palavras do Wolf, isto não é apenas uma questão de divisão de dinheiro, pois a Mercedes nada nele, é uma questão de competitividade, em que muitas vezes as equipas mais competitivas, são castradas para que as pequenas possam “competir”. Basta ver o que fazem à Toyota no WEC para que os mais que velhos Alpine possam andar lá.
Para mim, é como disse, querem entrar, muito bem, depositem 500 milhões nos cofres da FIA e entrem, caso contrário, ficam pelas Ovais Norte-americanas.
Fast Turtle
10 Janeiro, 2023 at 0:10
Mais depressa peço esses 500 milhoes a porsche e audi do que a andretti.
Porsche e audi nao passam de uma Toyota Honda e bmw que entram e saem e usam desculpas esfarrapadas tal como a crises financeira que na altura so a Honda se poderia queixar verdadeiramente.ou ate renault com tantas vidas como uma gato.
Porche em 10 anos entra duas vezes no WEC. Audi andou a abrincar com o wec e f1
Andretti se entra é para ficar.
Nao podemos comparar estas estruturas actuais com as que havia ha 30ou 40 anos.
Andretti é solida, nao é uma lotus falsificada ou uma hispania, ou uma marca de supercarros russa.
Nem aventureiros como eram a minardi ou benetton que ate correu bem.
Se em 2026 tivermos audi porsche e andretti nao tenho duvidas que passados vinte anos so sobra andretti
Lisboa
10 Janeiro, 2023 at 10:32
Concordo perfeitamente com o que escreveu, aliás, os 500 milhões que escrevi, é mesmo para evitar os entra e sai dos construtores, para evitar as BMW, Honda e Toyota desta vida.
Em relação à Andretti Motorsport, por mim é bem-vinda, desde que entenda que a F1 e os construtores mais fortes não vão baixar as calças para que a Andretti fique mais competitiva, como fizeram no WEC para que estruturas amadores (não confundir esta expressão com, má profissionais), possam competir com a Toyota.
Na F1 quem não tem andamento fica a xuxar no dedo.
O problema é que eu, como acompanho de perto a NASCAR e a Indy, já me habituei a ver os “pequenos” a chorar que os “grandes” são mais rápidos e depois vejo o que fazem para castrar as equipas que mais investem.
A Andretti, tal como a HAAS, não vão desenvolver um chassi de raiz e muito menos um motor, basicamente vão ao “IKEA” e depois montam em casa a “mobília”.
O Andretti é chorão, lamento, más é e vai querer que a Liberty (americana) faça alterações para que eles andem na frente e assim justifiquem aos investidores o dinheiro que lá gastam e é isso que o Wolf quer evitar.
O Andretti está a ver a F1 como uma oportunidade de negócio e não como plano de competição, esta é que é a realidade.
Por isso, prefiro um construtor com uma bela caução de permanência, que mais um aventureiro americano na F1, mas repito, é a minha opinião que de nada vale na decisão de quem entra.
Canam
10 Janeiro, 2023 at 0:38
Impressionsnte o egoismo dos que lá estão.A F1 é uma competição.Não é um clube privado e fechado. A FIA neste caso que se imponha e faça o que tem de fazer.