A estratégia audaciosa da Red Bull no Grande Prémio dos Países Baixos rendeu frutos, com Max Verstappen a garantir o segundo lugar e Yuki Tsunoda a regressar aos pontos. A equipa apostou em iniciar a corrida com pneus macios em ambos os monolugares, uma decisão que catapultou Verstappen para as posições cimeiras e permitiu a Tsunoda uma recuperação notável, apesar de um problema técnico inesperado.
Yuki Tsunoda teve uma corrida agitada. Partindo da 12.ª posição, o piloto japonês soube capitalizar as desistências de Norris, Lewis Hamilton e Charles Leclerc para subir na classificação. No entanto, enfrentou um desafio inesperado nas voltas finais: um problema com o mapa do acelerador.
Apesar da anomalia, Tsunoda demonstrou resiliência e conseguiu uma ultrapassagem arriscada sobre Gasly, garantindo o nono lugar e os seus primeiros pontos desde o Grande Prémio da Emília-Romagna. “Foi uma corrida louca, tive um grande problema no último ‘stint’ onde perdi potência no carro”, revelou Tsunoda. “Mantive-me focado e tentei adaptar-me ao problema e tentar entrar nos pontos, o que conseguimos”.
Laurent Mekies esclareceu a origem do problema de Tsunoda: durante a sua última paragem nas boxes na volta 54, o piloto não reverteu para o modo de corrida padrão após ativar o “modo de lançamento” para a entrada na “pit lane”. As regulamentações desportivas da F1 não permitem alterações no modo do motor posteriormente, o que significou que Tsunoda ficou “preso no mapa errado” para o restante da corrida, com um mapa de acelerador “muito, muito pouco amigável”.
Seja como for, Yuki Tsunoda tem apenas Franco Colapinto e Jack Doohan (que já nem corre) atrás de si na tabela do campeonato, e o funil para a porta de saída estreita-se cada vez mais…
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA










