Apesar de estar recetiva à ideia das corridas de qualificação, a Williams entende que é preciso rever vários pormenores antes da proposta ser aceite.
O director da equipa Williams, Simon Roberts, revelou que a Fórmula 1 e as equipas ainda não chegaram a acordo sobre uma série de questões chave incluindo os pontos atribuídos nessa corrida.
Avaliando a questão dos pontos, disse Roberts: “A situação dos pontos para as corridas de sprint é um dos parâmetros chave que precisam de ser acordados. Há prós e contras. Há algumas ideias muito, muito boas em cima da mesa
“Acho que todas as equipas fizeram simulações, temos de prever o desempenho no seu modelo, e não há realmente muitas vantagens para nós de qualquer maneira. É aí que tem de haver uma visão filosófica do desporto. Tem de se manter o que é a corrida de Fórmula 1. O grande prémio, como uma corrida, é realmente importante.“
“Por isso, é preciso conseguir o equilíbrio certo, tornando uma corrida de sprint excitante, dando aos pilotos algo pelo qual lutar. Quer-se que as pessoas lutem até ao fim. Não se quer que as pessoas desistam porque não há pontos disponíveis. Por outro lado, isso não é a corrida principal. A corrida é no domingo, e temos de manter esse espírito.”
“Não sei a resposta, infelizmente, mas essa é uma das coisas que está a ser discutida, com algumas pessoas bastante sábias a olhar para isso, e tenho a certeza que vamos resolver isso”.
Roberts considera que esta época é o momento ideal para experimentar algo novo, dado que a F1 “não está à espera de grandes mudanças na ordem da grelha “.
Mas tudo se resume a pormenores como “como se corre no fim-de-semana, como se utilizam os pneus, o que se pode fazer, o que não se pode fazer, quando começa o parc fermé, o que é que o parc fermé realmente significa?”
“Cada um tem uma interpretação ligeiramente diferente sobre como fazer coisas diferentes. Mas tenho quase a certeza de que chegaremos a um conjunto de regras sensatas e exequíveis, e vamos tentar e ver. Penso que está a ser feito de uma forma muito aberta – vamos tentar e se não funcionar, então faremos outra coisa. É bom que o desporto esteja mesmo a pensar nestas coisas”.











