F1: Valtteri Bottas e Sergio Pérez confirmados na Cadillac

Por a 26 Agosto 2025 12:38

A Cadillac confirmou oficialmente a sua entrada na Fórmula 1 em 2026 e confirmou-se o cenário há muito veiculado: com a contratação de Valtteri Bottas e Sergio “Checo” Pérez, dois pilotos experientes que somam entre si mais de 500 Grandes Prémios, 100 pódios e 16 vitórias.

A dupla irá liderar a temporada inaugural da marca norte-americana, apoiada pela General Motors e pela TWG Motorsports, num projeto construído de raiz e que promete unir o melhor da engenharia americana e da experiência europeia. Pérez e Bottas terão sido abordados pela Alpine mas preferiram o projeto americano.

Bottas: “Uma visão a longo prazo”

Valtteri Bottas não escondeu o entusiasmo por fazer parte da estreia da Cadillac na F1:

“Desde o momento em que comecei a falar com a Cadillac, senti algo diferente – ambição, mas com os pés assentes na terra. Não se trata apenas de um projeto de competição, mas de uma visão a longo prazo. Não é todos os dias que se tem a oportunidade de fazer parte de algo que está a ser construído de raiz e ajudar a transformá-lo em algo que realmente pertence à grelha da F1.”

O finlandês destacou ainda o peso histórico da marca:

“A Cadillac é uma marca emblemática com um grande legado no automobilismo norte-americano. Fazer parte da sua história na entrada para a Fórmula 1 é muito especial para mim. Estou ansioso por representar o espírito americano das corridas nos maiores circuitos do mundo. Também quero agradecer à Mercedes pelo apoio incondicional e pelo fair play em facilitar este passo.”

Pérez: “Uma enorme responsabilidade, mas também uma honra”

Para Checo Pérez, que regressa à grelha após a saída da Red Bull no final de 2024, esta é uma oportunidade única:

“Unir-me a Cadillac é um capítulo incrivelmente emocionante na minha carreira. Desde as primeiras conversas, senti a paixão e a determinação por trás deste projeto. É uma honra fazer parte da construção de uma equipa que, com o tempo, poderá lutar pelas primeiras posições.”

O mexicano destacou a responsabilidade de trazer uma marca como a Cadillac para a Fórmula 1:

“A Cadillac é um nome lendário no automobilismo dos Estados Unidos. Ajudar a levar uma empresa tão fantástica para a F1 é uma grande responsabilidade, mas estou confiante em assumi-la. Estou orgulhoso por fazer parte de um projeto tão ambicioso desde o início e acredito que juntos podemos transformar esta equipa num verdadeiro candidato – o ‘team of the Americas’. Contamos com o apoio de todo o continente e queremos que todos se sintam orgulhosos.”

A visão da liderança da Cadillac

O diretor da equipa, Graeme Lowdon, salientou a importância de contar com dois nomes experientes logo na temporada de estreia:

“Contratar dois pilotos como Bottas e Checo é uma declaração clara de intenções. Eles já viram tudo e sabem o que é preciso para vencer na Fórmula 1. Mas, mais importante ainda, entendem o que significa ajudar a construir uma equipa. O seu instinto de corrida, a liderança e a velocidade serão inestimáveis para dar vida a este projeto.”

Na mesma linha, Dan Towriss, CEO da Cadillac Formula 1 Team e da TWG Motorsports, reforçou a dimensão do momento:

“Bottas e Checo trazem o equilíbrio perfeito entre talento, maturidade e motivação. Não são apenas pilotos feitos, são também construtores e colaboradores que ajudarão a definir a identidade do Cadillac Formula 1 Team. Este anúncio é mais do que uma dupla de pilotos – é o início de um novo e audaz capítulo no automobilismo norte-americano.”

Por fim, Mark Reuss, presidente da General Motors, sublinhou a importância estratégica da entrada da Cadillac na F1:

“Os nossos novos pilotos são uma valiosa adição à família Cadillac Racing, cada um trazendo experiência e uma paixão pela vitória. Estamos a lançar as bases de um legado extraordinário para a Cadillac, para a GM e para este desporto.”

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9 comentários

  1. Pity

    26 Agosto, 2025 at 13:04

    A curto prazo, parece-me uma boa decisão. A médio prazo, já não sei.
    Uma equipa, em estreia absoluta, precisa de pilotos experientes, que não só ajudem no desenvolvimento do carro, mas também “ensinem” na operação de pit stops. Bottas e Perez têm experiência de sobra, mas vão ambos começar a época com 36 anos, muito perto do fim de carreira, portanto.
    Esta dupla, enquanto tal, não deverá durar mais de três anos. O que fará a Cadillac depois? Muda os dois duma vez? Mantém um deles e vai buscar um jovem? É por isso que eu tenho dúvidas quanto ao médio prazo. Espero que, para bem da F1, não sigam o exemplo da Haas.

  2. Cágado1

    26 Agosto, 2025 at 13:45

    Sempre me mostrei mais favorável à decisão da Audi: 1 piloto experiente; 1 jovem de alto potencial.
    Teria escolhido o Pérez, pelas capacidades e pelo impacto comercial. Como se tem provado, o fim da sua carreira tinha sido precipitado pela RB. Já o Bottas acho que estava mais perto do fim natural do seu percurso: não conseguia resultados com um carro ainda vencedor e dócil; ficou totalmente na sombra pelo seu sucessor; até o Zhou o bateu; nunca venceu com um carro de meio do pelotão, tudo coisas que não se passaram com o Pérez e, ainda por cima, não tem o apelo comercial do Pérez.
    Dito isto, estou certo que ambos ainda têm muito sangue na guelra e a sua luta, ao mesmo tempo que cooperam para puxar a equipa, vai ser muito gira.

  3. Zacspeed

    26 Agosto, 2025 at 14:10

    A Cadillac sempre foi uma marca para condutores com uma idade mais “avançada” 😁

  4. [email protected]

    26 Agosto, 2025 at 17:01

    Mais do mesmo. Assim não vão provavelmente longe. Apostar em 2 veteranos sem grandes ambições parece-me um erro. Com tanto piloto novo (e bons) disponíveis, é caricato. O Perez não irá longe, o Bottas ainda acredito menos. A Cadillac começa muito conservadora (e se calhar até era expectável). Até pilotos americanos poderiam ter sido sugeridos. Enfim, a Fórmula 1 tão inovadora e tão conservadora.

  5. [email protected]

    26 Agosto, 2025 at 18:02

    Concordo plena e absolutamente com a opinião de “Cágado1” em especial quando ele compara os dois pilotos e as limitações do Bottas, seja por só ter tido sucesso em carros dominantes, seja pelos seus resultados bem medianos em seus últimos anos de Alfa/Sauber, quando realmente foi várias vezes batido pelo Zhou. Me parece uma dupla que não dura mais que uma temporada.

  6. Pity

    26 Agosto, 2025 at 18:23

    Respondendo ao “trabalhonaduvida”: não há assim tantos pilotos novos e bons disponíveis como diz, além disso, a Cadillac é estreante absoluta, os primeiros anos serão de aprendizagem, não de sonhos em altos voos. E quantos pilotos americanos têm pontos para a superlicença?
    Sim, poderiam ter optado por um veterano e um jovem, mas com dois veteranos poderão, talvez, desenvolverem-se mais rapidamente.

  7. Canam

    26 Agosto, 2025 at 20:31

    São 2 pilotos veteranos mas que dão certas garantias. O Bottas chegou a bater algumas vezes o Hamilton quando esteve na Mercedes. O Perez levou muita critica pelo fraco desempenho no seu último ano na Red Bull, mas em anos anteriores também conseguiu por vezes bater o Vestappen. Atendendo ao que os jovens que entraram na Red Bull tem feito, ele foi revalorizado sem dúvida.
    O que fará esta Cadillac, marca de luxo, sem histórico na competição automóvel, até recentemente ?

  8. Danny Ric Fan Club

    26 Agosto, 2025 at 21:50

    Concordo com o canam no achar que uma marca de luxo como a Cadillac parece um bocado fora do seu elemento na F1 – mas não é verdade que não tem histórico na competição. Aliás, se olharmos ao que a marca está a fazer no WRC, não é impossível que venha a ter algum sucesso.
    Quanto a alguns dos comentários acerca dos pilotos, talvez os seus autores tivessem preferido que a Cadillac reciclasse o «Dan Ric». Ou talvez o anúncio de um brasileiro sem valor (mas cheio de dinheiro) os tivesse deixado mais satisfeitos…

  9. Luis Filipe

    27 Agosto, 2025 at 10:40

    Creio que tomaram a decisão correta para o desenvolvimento da equipa no curto prazo.

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