A Ferrari começou o ano da melhor forma, mas pode melhorar ainda mais. Olhando para o que a Scuderia tem feito, podemos chegar à conclusão que os italianos apresentaram um monolugar, que foi sendo pontualmente evoluído, mas que, na sua base a mesma versão da que foi apresentada nos testes. Mas há mais para chegar.
Há certamente mais a chegar do lado da aerodinâmica, com um novo fundo a ser preparado para as primeiras corridas da ronda europeia do calendário da F1. Certamente que a evolução aerodinâmica vai ajudar a Ferrari a apresentar um chassis com maior eficiência, apesar de ser um dos monolugares que mais facilita a vida aos pilotos, sendo constante nas várias fases de entrada e saída da curva além de apresentar boa performance independentemente da temperatura dos pneus. Mas a unidade motriz também tem de ser referida.
Depois da polémica com a FIA em 2019 e que levou a um downgrade de performance da unidade italiana para estar dentro das regras técnicas, depois de ter usado durante algum tempo um truque que, apesar de não ter sido publicamente revelado, estaria à margem dos regulamentos, a Ferrari trabalhou muito para poder voltar a ter uma unidade competitiva, o que conseguiu. Mas, segundo os jornalistas italianos Giuliano Duquesa e Piergiuseppe Donadoni, a Scuderia está no meio de um programa de avaliação de fiabilidade que deverá ser feito durante cinco corridas, segundo explicou Mattia Binotto. No final dessas corridas a fiabilidade será novamente avaliada e se agradar aos engenheiros italianos, os segundos motores a serem instalados nos monolugares de Charles Leclerc e Carlos Sainz, isto por volta do GP da Espanha, deverão dar ainda mais. Assim, a época começou bem para a Ferrari, mas parece ter potencial para melhorar ainda mais. A Ferrari parece ter algumas soluções a caminho para contrariar as prováveis melhorias da Red Bull e, quem sabe, da Mercedes.











