Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, admitiu que a Turquia poderá regressar ao calendário de Fórmula 1 mais cedo do que previsto, caso o conflito no Médio Oriente continue a perturbar a temporada de 2026. Após o cancelamento das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita devido à guerra com o Irão, persistem dúvidas sobre a realização das corridas finais da época no Qatar e em Abu Dhabi.
A Turquia, que já tem um novo acordo de cinco anos para regressar oficialmente a partir de 2027, surge agora como uma opção de contingência genuína para 2026. Ben Sulayem esclareceu que Istanbul poderá integrar o calendário este ano, desde que a sua homologação seja concluída e os restantes requisitos sejam cumpridos. O presidente da FIA sublinhou ainda que a Fórmula 1 está a avaliar ativamente múltiplos cenários do ponto de vista logístico, em consulta com os promotores, procurando definir a melhor opção sem sobrecarregar as suas equipas.
Tanto a Arábia Saudita como o Bahrein ainda ambicionam recuperar os seus eventos cancelados mais tarde no ano, mas Ben Sulayem deixou claro que nada avançará caso a situação de segurança se deteriore. O dirigente alertou ainda que, se a guerra se prolongar até outubro ou novembro, a Fórmula 1 simplesmente não poderá deslocar-se à região, reiterando que a segurança é a prioridade máxima.
“Em relação ao Qatar, poderíamos atrasar uma semana e adiar tudo. Caso contrário, talvez pudéssemos ter a Turquia este ano, se a sua homologação estiver finalizada e os outros requisitos forem cumpridos. Do ponto de vista logístico, trata-se de determinar o melhor cenário. Estamos a consultar os promotores. É uma questão de definir a melhor opção, e vamos tentar facilitar as coisas, mas sem sobrecarregar o nosso staff. Deus queira que não, mas se se arrastar até outubro ou novembro [a guerra], simplesmente não poderemos ir. Porque a segurança vem em primeiro lugar.”
Foto: MPSA









