F1: Três razões para Nico Hulkenberg se juntar à Renault

Por a 16 Outubro 2016 16:07

 

A Renault e Nico Hulkenberg anunciaram no final da semana passada um acordo que irá juntar as duas partes a partir de 2017, tudo indica por dois ou três anos. O piloto alemão estava na Force India há cinco anos, repartidos por dois ciclos distintos, sendo natural que precisasse de um novo desafio. Mas existem outros motivos para que tomasse esta decisão:

 

1 – A hipótese de trabalhar com uma equipa de fábrica e a esperança de poder lutar pelo campeonato do mundo

Chegando à Fórmula 1 em 2010 por intermédio da Williams, logo após de ter vencido a GP2, Hulkenberg acabou por nunca ter a hipótese de trabalhar com uma estrutura oficial suportada por um construtor. No ano seguinte foi libertado, indo precisamente parar à Force India, onde ficou dois anos, para depois tomar a decisão de ir para a Sauber e finalmente regressar a Silverstone no final de 2013, com quem ficará até ao final do ano.

Os avanços da estrutura são notórios, mas Hulkenberg quer lutar por pódios e triunfos, e a probabilidade de isso acontecer na Fórmula 1 moderna está reservada quase em exclusivo às equipas que têm apoio de uma marca. O caso da Renault, gigante da indústria automóvel, e com um orçamento muito maior do que a Force India.

Uma coisa leva a outra, e com mais dinheiro, mais possibilidades de lutar pelo título de campeão. Para mais numa equipa que conhece esse sucesso, depois de o ter conseguido em 2005 e 2006, com Fernando Alonso ao volante. Sabendo-se que a Renault está a investir na contratação de quadros e no melhoramento de infra-estruturas, algo que em Enstone começava a escassear no final da era Lotus, o piloto alemão sabe que tem mais hipóteses de ver esse desejo concretizado do que ao serviço da Force India, mesmo que a alimentar os carros construídos em Silverstone estejam os populares motores da Mercedes.

Com 29 anos, Hulkenberg tem ainda noção de que precisava de correr um risco. Há muito que se falava da oportunidade de saltar para uma equipa de topo como a Ferrari ou a McLaren, mas tal nunca sucedeu. Permanecer na Force India era uma opção segura, sem dúvida, mas não é disso que o vencedor das 24 Horas de Le Mans necessita. Com os franceses, vê realizado o sonho que sempre teve de trabalhar para uma equipa de fábrica.

 

2 – Vai tornar-se mais facilmente no líder indisputado da equipa, função que nunca teve desde que ingressou na Fórmula 1

A experiência que angariou em sete anos de Fórmula 1 vai ser extremamente valiosa para a Renault, em particular na nova era que se inicia em 2017. Com Magnussen e Palmer, a Renault tem no fundo dois rookies sem grande experiência e noção do que é necessário para desenvolver um carro. Com três estruturas no seu percurso, Hulkenberg é bem mais qualificado do que estes, sem esquecer os 113 Grandes Prémios em que já participou.

 

3 – Vai poder distinguir-se de Sergio Perez e evitar mais um ano de comparação direta

Medir-se com Sergio Perez nos últimos três anos esteve longe de ser um passeio para Hulkenberg, com o mexicano a conseguir deitar para trás das costas o fiasco McLaren  e a dar muita luta ao #27 no tempo em que dividiram a boxe. Perez é até mais conceituado neste momento, e quando se falou na hipótese Ferrari, antes de os italianos confirmarem a renovação de Kimi Raikkonen, foi do mexicano de quem se falou para substituir o finlandês, com os quatro pódios obtidos nesse período e a fantástica gestão dos pneus a servirem de cartão-de-visita. E confirmada que está a  continuidade de Perez na Force India, Hulkenberg talvez tenha pensado que ir para a Renault era não só uma grande oportunidade, que tinha de aproveitar perante a sua idade,  mas também que era o momento certo de se ver livre da sombra do mexicano, com quem certamente iria disputar lugares em 2017 se surgirem vagas nas equipas mais conceituadas.

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Um comentário

  1. Cágado1

    16 Outubro, 2016 at 17:54

    Gosto do Hulk e da Renault, pelo que gosto deste movimento, mas deixemo-nos de tretas há outras 3 razões que tb deverão ter tido muito peso: os falados 3 vezes 6 milhões.

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