Niki Lauda deixou uma marca indelével na F1 e na Mercedes. A postura, a determinação, a força da lenda austríaca marcou gerações e será certamente lembrado por muitos e longos anos. E a sua marca na Mercedes também ainda é sentida. Basta ver a forma como Toto Wolff fala deste arranque de época difícil. Fazendo suas as palavras de Lauda, Wolff admitiu que os últimos meses na Mercedes não foram fáceis, mas que certamente serviram para que toda a equipa aprendesse como nunca.
“O início da época não foi bom, não há outra forma de o descrever”, disse Wolff, citado pelo motorsportweek.com. “Ganhar o campeonato em Dezembro e quatro meses depois não estar a competir com os tipos da frente é frustrante. Desde então, vivemos uma montanha-russa, temos estado no pódio quase todas as corridas. Somos fortes aos domingos, mas nunca chegámos ao pódio na qualificação. A diferença era simplesmente demasiado grande. Agora trata-se de tentar compreender os motivos, e na segunda metade da época, esperemos aumentar o nosso ritmo em qualificação e ser capazes de lutar por vitórias”.
“Não há muito que tenha corrido bem se considerarmos que as nossas expectativas eram de lutar pelo Campeonato do Mundo”, disse ele. “Mas precisamos de ver os pontos positivos, é o que dissemos no passado: ‘Os dias que perdemos são os dias que mais aprendemos’. O nosso carro era realmente difícil, por vezes não melhorava, parecia não melhorar. Penso que as aprendizagens que fizemos nos ajudarão ao longo de muitos anos. Estamos a pensar em continuar a desenvolver a organização ao longo de dois anos, cinco anos, 10 anos. Para isto, talvez as aprendizagens e a dureza deste ano possam ser benéficas.”












