2022 marca o começo de uma nova era na Mercedes. Depois de cinco anos de harmonia com a dupla Lewis Hamilton / Valtteri Bottas, a equipa entra num terreno desconhecido com Hamilton a ter como colega o jovem George Russell.
Depois da luta interna intensa entre Hamilton e Nico Rosberg, a equipa encontrou a paz que precisava para dominar de forma inquestionável a F1, com a dupla Hamilton / Bottas, com o britânico a conquistar títulos e a bater recordes, enquanto o finlandês fazia o jogo de equipa e trazia pontos importantes para as conquistas da equipa. Um equilíbrio confortável para Hamilton e a Mercedes, menos para Bottas que, no entanto, nunca teve argumentos para alterar o “status quo”.
Em 2022 o caso muda de figura, e entra em cena um jovem e ambicioso Russell que pretende deixar a sua marca na F1 e confirmar o talento que todos vêm nele. Isso vai alterar as dinâmicas internas, mas Wolff já deu uma dica do que pretende daqui para a frente. Para o chefe da Mercedes, mais importante que a harmonia é o respeito, deixando assim no ar que não faz questão que o ambiente seja harmonioso como tem sido até agora, mas faz questão que haja sempre respeito:
“Nem sequer sei se é necessário ter harmonia numa equipa. Temos de nos tratar com respeito dentro de uma equipa para garantir o sucesso dos pilotos e da equipa. A situação entre Nico e Lewis tinha toda uma história que desconhecíamos. Mas pudemos aprender muito com situações em que não resultou, como aquela entre Alonso e Hamilton”.
Está assim dado o mote para 2022.
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