É um problema cada vez mais sentido e é uma realidade cada vez mais frequente no nosso país. O desporto motorizado é caro, uma realidade incontornável, mas tem-se tornado cada vez mais caro, o que impossibilita que jovens talentos com menos orçamento possam mostrar-se ao mundo.
O custo da competição é cada vez mais caro e temos visto em Portugal vários talentos a não conseguirem dar o salto para fora do país por não terem capacidade financeira para isso. Toto Wolff referiu esse problema e defende que é preciso tornar o desporto motorizado mais barato nas categorias de iniciação:
“O que penso que podemos fazer é garantir que as corridas de base se tornem mais acessíveis, para que as crianças que não têm capacidade financeira possam realmente ter sucesso nas fórmulas júnior” disse Wolff.
“Todas as grandes equipas de Fórmula 1 [precisam de ser] capazes de identificar esses miúdos, em vez de o tornar tão caro pois uma boa temporada de karting custa 250.000, uma temporada de F4 500.000, e uma temporada de F3 1 milhão. Na verdade, deveria haver um novo sistema, que dá a mais talentos a oportunidade de aparecerem nas grandes equipas.”
“Isto é totalmente absurdo e precisa de parar, porque queremos ter acesso. Penso que precisamos de dar acesso às crianças que estão interessadas no karting, a oportunidade de competir com orçamentos muito mais acessíveis”.











Sigam o exemplo da W Series, onde a seleção é por talento em testes de avaliação e onde todas as pilotos selecionadas têm tudo pago, não têm que se preocupar seja com o que for. O único custo que têm é ir de sua casa ao aeroporto, a partir daí é tudo à custa da organização e dos patrocinadores do campeonato. Campeonato esse onde todos os carros são iguais, e vão mudando de piloto de prova para prova e onde o que sobressai é o real talento e não o ter o melhor material.
Mudam de carro e de equipa de mecânicos e engenheiros.
Chama-se falta de concorrência. A FIA/FOM tudo fez para diminuir relevância/acabar com as competições rivais gerando este monopólio. Quem tem dinheiro corre mesmo não tendo talento. Os outros ou conseguiram entrar num drivers academy, e mesmo assim precisam muito dinheiro, ou adeus.
Hipocrisia. Mais valia chamar-lhe Formula Mil Milhões e Filhos, S.A
Então criem um programa acessível by Mercedes-Benz/AMG. Era uma boa iniciativa.
A Nissan Nismo teve um programa ao ir buscar talento aos e-sports, depois a equipa da Nissan implodiu em Le Mans com o fiasco do LMP1…
Eu não estou a criticar a academia, a implosão da Nissan não foi culpa dos pilotos. Quem não perceve de corridas é que não sabe o que aconteceu com a Nissan quando tentaram entrar na LMP1, um carro de LMP1 mais lento que todos os carros de LMP2, depois abandonaram a categoria no fim dessa corrida. Este chasso deu origem ao famoso Bykolles.
O desporto automóvel sempre foi sinónimo de dinheiro, muito dinheiro. Já o era nos anos 30, onde nessa altura era desporto para duques e barões e, passado 90 anos continua igual, mas agora para os bilionários oligarcas. A diferença, é que havia muitas competições de ascensão e de aprendizagem e todos os países tinham diferentes categorias para se subir, mas hoje em dia não, tudo isso morreu. Em Portugal o que há após o kart? os “velhinhos” Formula Ford? Os velhinhos Unos ou os 155? Ou os novos C1? Mas Portugal não é único na pobreza. Muitos outros países que… Ler mais »
Até o e-sport significa gastar muito dinheiro em material e acesso mensal aos servidores do iracing. Hoje em dia tudo tem anuidades como o Strava no ciclismo/atletismo e o Zwift para treinos indoor.