F1 The Movie: Guião inspirado no Crashgate e em Fernando Alonso
O novo filme de Brad Pitt, F1: The Movie, inspira-se em controvérsias reais da Fórmula 1, particularmente no escândalo “Crashgate” de 2008 envolvendo a Renault, em que Nelson Piquet Jr. bateu intencionalmente para beneficiar o seu companheiro de equipa Fernando Alonso.
O “Crashgate” foi um dos maiores escândalos da Fórmula 1, ocorrido no GP de Singapura de 2008, quando a equipa Renault ordenou que Nelson Piquet Jr. batesse propositadamente para beneficiar seu companheiro Fernando Alonso, que venceu a corrida. O plano foi arquitetado por Flavio Briatore e Pat Symonds, e só veio à tona em 2009, após Piquet Jr. denunciar o caso à FIA em troca de imunidade. Como consequência, Briatore e Symonds foram banidos (pena depois revertida), a Renault foi punida com suspensão condicional e multa, num episódio que manchou a imagem da equipa e da F1. O resultado da corrida foi mantido, o que ainda gera polémica, especialmente porque Felipe Massa perdeu o título daquele ano por um ponto.
Pitt, que interpreta o ex-piloto Sonny Hayes, reconheceu no podcast Beyond the Grid que o filme explora áreas moralmente cinzentas semelhantes, com a sua personagem a fazer jogadas questionáveis para ajudar o seu companheiro de equipa.
“Fomos buscar inspiração a muitos eventos da vida real. Provavelmente é possível identificá-los”, disse Pitt no podcast. “Isso aconteceu em 1994 e isso aconteceu em 2008”, continuou ele, aparentemente aludindo ao escândalo da Renault. “Inspiramo-nos nisso tudo. Nós observamos muito – e digo isso com todo o respeito – o Fernando [Alonso]. Éramos a última equipa e precisávamos jogar com as regras. Precisávamos chegar ao limite das regras para sermos competitivos de alguma forma. E é aí que Sonny começa e é bastante rejeitado por causa disso.”
O realizador Joe Kosinski e o produtor Jerry Bruckheimer enfatizaram que, embora a história ultrapasse os limites do fair play, não chega a ser batota — algo que eles discutiram detalhadamente com Lewis Hamilton, coprodutor do filme. Hamilton garantiu que as cenas de corrida permanecessem realistas e dentro dos limites éticos da F1.
“Isso é algo que conversámos com Lewis [Hamilton] – nunca quisemos que Sonny fizesse batota”, disse o realizador Joe Kosinski. “Queríamos descobrir até onde se podia ir para chegar bem perto da batota. Ou, se há um piloto que vai fechar a porta para você numa curva, qual piloto tem a maior probabilidade de fazer essa manobra? Foi divertido assistir ao filme com os pilotos no Mónaco e ouvi-los sussurrar uns para os outros: ‘Eu sabia que isso ia acontecer’.”
Apesar de ecoar incidentes reais da F1, os cineastas esclarecem que o filme é mais voltado para o público em geral do que para os fãs mais fervorosos, priorizando o drama e o entretenimento em detrimento da precisão rigorosa. O CEO da F1, Stefano Domenicali, concordou, afirmando que os espetadores casuais se concentrarão na ação, não nas implicações éticas.
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