Os pilotos da Fórmula 1 que rodam neste terceiro dia do Shakedown de Barcelona destacaram a quilometragem feita e a adaptação aos novos monolugares. Mercedes, McLaren e Racing Bulls somaram centenas de voltas e os seus pilotos realçaram a fiabilidade inicial dos novos monolugares de 2026, apesar de percalços menores.

Mercedes celebra ‘enorme’ número de voltas
George Russell sublinhou o sucesso da Mercedes no Dia 3, com ele e Kimi Antonelli a completarem um “enorme número de voltas”, num programa que decorreu “muito suavemente” apesar das temperaturas de pista de apenas dois graus Celsius de manhã. O piloto britânico indicou que a equipa, com um dia de testes ainda disponível, pondera sessões de estilo de qualificação nos próximos dias, com a escolha entre quinta e sexta-feira a depender da meteorologia.
Antonelli e Lindblad satisfeitos com sessões produtivas
Kimi Antonelli considerou o dia “melhor” do que a sua estreia na segunda-feira, perturbada pela pista molhada, e destacou a realização de uma simulação de corrida à tarde, com foco na recolha de dados e quilometragem para a equipa.
Arvid Lindblad, estreante no Racing Bulls, descreveu a jornada como “realmente boa”, sem problemas significativos, elogiando o apoio da VCARB, Red Bull Powertrains e Ford, e realçando o cumprimento do programa apesar do adiamento devido à chuva da véspera.

Norris e Bearman adaptam-se ao novo regulamento
Lando Norris, Campeão do Mundo pela McLaren, sorriu ao ver o número 1 no MCL40, considerando “agradável” regressar à pista e elogiar o trabalho da equipa para finalizar o carro na manhã do Dia 3. O britânico enfatizou a compreensão inicial do monolugar, com foco em procedimentos e funcionalidades, descrevendo-o como “um pouco mais lento nas velocidades em curva” mas mais rápido em aceleração e reta, exigindo adaptação à bateria e à unidade motriz.
Ollie Bearman, no Haas, expressou-se “muito satisfeito por regressar” após uma sessão inicial em Fiorano, valorizando as voltas ‘limpas’ apesar de um pequeno problema matinal. O piloto destacou a complexidade acrescida da unidade motriz em comparação com anos anteriores, que alonga os tempos de resolução de avarias.
Gasly e Hülkenberg notam desafios iniciais
Pierre Gasly, que assumiu o Alpine à tarde, classificou o arranque da equipa como “bom”, com muitas voltas acumuladas, e partilhou as primeiras impressões do novo motor Mercedes, sentindo-o “muito diferente” de tudo o que pilotou na carreira e prevendo um período de adaptação para todos.
Nico Hülkenberg, estreante no Audi, admitiu um “arranque lento” de manhã, mas elogiou a tarde “muito produtiva”, com testes realizados e primeiras impressões recolhidas. O alemão transmitiu um ambiente positivo na equipa, com entusiasmo para a época de estreia sob a marca Audi após a transição da anterior Kick Sauber.











