Sérgio Pérez está de saída da Red Bull. O piloto mexicano vai deixar a equipa de Milton Keynes, com a sua saída a ser oficializada hoje. Liam Lawson deverá ser o seu substituto.
Foi uma das novelas do ano. A falta de resultados de Sergio Pérez foi adensando as dúvidas em torno do futuro do piloto mexicano que, apesar da renovação de contrato, não conseguiu encontrar-se e regressar às boas performances. A situação já se arrastava desde 2023, um ano em que Pérez já sentiu muitas dificuldades para acompanhar Max Verstappen, um cenário que se complicou ainda mais em 2024, de tal forma que a distância pontual entre ele e Max Verstappen foi de 285 no final desta temporada. Com esta diferença significativa, quem ficou a perder foi a equipa, que não teve argumentos para se aguentar na luta pelo título de construtores.
Termina assim a passagem de Pérez pela Red Bull, que durou quatro épocas. Foram 90 GP, cinco vitórias, três poles e 29 pódios pela equipa austríaca sediada no Reino Unido. Uma passagem que permitiu a Pérez lutar por vitórias, pódios, conquistando o vice-campeonato de 2023 (apesar de ficar a 290 de Verstappen) e o terceiro lugar em 2022, cimentando a sua posição como o piloto mexicano mais bem-sucedido na F1. Foi um dos responsáveis pelo título de 2021 de Max Verstappen, defendendo-se aguerridamente dos ataques de Lewis Hamilton (ajudando o seu colega de equipa), o que lhe valeu o título de “Ministro da Defesa”.
Mas os momentos maus também aconteceram com alguma frequência, especialmente a partir de 2023 em que o comportamento do carro não beneficiou o seu estilo de condução. A equipa deu-lhe sempre um voto de confiança, até porque os objetivos coletivos nunca ficaram em causa. Em 2024 o caso mudou de figura e Pérez deixou de ser um bom segundo piloto, sempre demasiado afastado para ajudar verdadeiramente Verstappen. Manteve sempre o discurso que permaneceria na F1 até ao fim do contrato (que tinha mais dois anos de duração), mas a realidade dos resultados pesou mais do que a sua vontade ou até a sua invejável carteira de patrocinadores.
Para o seu lugar deverá seguir Liam Lawson, que se destacou nas cinco corridas que fez em 2023, curiosamente quando substituiu o que era na altura o principal candidato ao lugar de Pérez, Daniel Ricciardo. Lawson mostrou competitividade, velocidade e garra, também em 2024, quando assumiu o lugar de Ricciardo na RB, já com a Red Bull a planear este cenário.
Liam Lawson é um piloto de 22 anos da Nova Zelândia. Nascido em 11 de fevereiro de 2002, em Hastings, Nova Zelândia, Lawson é membro da Red Bull Junior Team desde 2019. Tem subido constantemente na hierarquia dos desportos motorizados e demonstrou o seu talento em várias ocasiões.
O início da carreira de Lawson mostrou-se imensamente promissor, começando no karting antes de alcançar um sucesso notável nas categorias júnior. Em 2016, tornou-se o mais jovem campeão de Fórmula Ford da história. Ele continuou a fazer o seu nome ao vencer a Toyota Racing Series em 2019 e terminar como vice-campeão nos campeonatos australianos de Fórmula 4 e ADAC de Fórmula 4.
Sendo apenas o décimo neozelandês a correr na Fórmula 1, Lawson segue os passos de lendas do desporto automóvel como Denny Hulme e Bruce McLaren. Com apenas 22 anos, ele representa a nova geração de talentos do automobilismo emergentes da Nova Zelândia, com um futuro promissor pela frente na Fórmula Um. Vai fazer dupla com um dos melhores pilotos da atualidade, que tem dominado a F1 e arrasado todos os colegas de equipa que tem encontrado desde os tempos de Daniel Ricciardo.











