O que têm em comum Nicholas Latifi, Mick Schumacher e Daniel Ricciardo? São três dos pilotos sob maior pressão, para já, nesta época 2022. Em Baku, uma resposta afirmativa é necessária para que possam enfrentar as corridas até a pausa de verão com menos pressão. Mas a pista não é a melhor para isso.
No caso de Nicholas Latifi e Mick Schumacher, será apenas a segunda visita ao traçado azeri, tendo em conta que se estreou no ano de 2020, com o calendário muito modificado. Tal como no caso de Schumacher, a primeira visita às ruas de Baku aconteceu no ano passado, pelo que a experiência neste traçado é curta. No caso de Mick Schumacher, os acidentes em traçados citadinos começam a suceder-se. Depois de um violento acidente no treino do ano passado no Mónaco, este ano já teve dois grandes acidentes em Jidá e novamente no Mónaco. A pressão é grande para o jovem alemão que precisa de pontos como de pão para a boca. No caso de Latifi o caso é agora menos preocupante pois vem de duas corridas consecutivas em que fez melhor que o colega de equipa. Apesar de ainda não ter pontuado, conquistou um pequeno balão de oxigénio.
Já Daniel Ricciardo está numa posição difícil. Contratado pela McLaren para ser a estrela da equipa, a par de Lando Norris, tem-se ficado pelo papel, mal desempenhado, de número 2. Este Ricciardo é uma sombra do que já vimos no passado. O australiano já foi feliz em Baku, tendo vencido na sua segunda visita ao traçado (2016), mas desde então que tem tido poucos motivos para festejar. Em 2018 esteve envolvido no célebre acidente com Max Verstappen, que foi o catalisador para a sua saída da equipa, em 2019 também desistiu devido a um acidente, e em 2021 foi nono com a Renault. Não é por isso um palco onde Ricciardo tenha tido muita sorte no passado recente.
Mas estes três pilotos precisam de bons resultados, e Baku costuma oferecer-nos corridas loucas e imprevisíveis. É preciso, no entanto, evitar os problemas para aproveitar possíveis cambalhotas na prova.












