Como se sabe, a Fórmula 1 anunciou um novo prémio para o piloto que mais ultrapassagens fizer durante a temporada, designado por Crypto.com Overtake Award. O primeiro prémio do género, foi concebido para “premiar a bravura demonstrada pelos pilotos que fazem movimentos ousados em busca do sucesso”, lê-se no comunicado da F1.
De acordo com as contas feitas agora, Sebastian Vettel lidera o novo Overtake Award, já que é o piloto que mais ultrapassagens fez até aqui.
Curiosamente, e apesar de Vettel só ter terminado melhor classificado do que o lugar que tinha na grelha, cinco vezes este ano, a verdade é que Vettel ganhou em média 1,2 lugares em cada corrida, mas houve 11 pilotos que fizeram melhor. Isto significa que o alemão não manteve as posições que conquistou.
Portanto, há algo de estranho na metodologia da Fórmula 1 para calcular as ultrapassagens, mas a explicação faz sentido, pois sendo impossível (para já) analisar o onboard de cada piloto a cada corrida, o que significaria ver 20 onboards de hora e meia cada um, o que a F1 fez foi dividir cada volta em diversos mini setores e automaticamente ver quantas mudanças de posição houve em cada um dos mini setores (cada circuito é dividido em aproximadamente 20 a 25 destes mini-sectores, dependendo da extensão da pista).
A cada troca é contada uma ultrapassagem, mas há exceções, pois quando um piloto faz pião ou roda lento em pista, essa ultrapassagens não contam, porque não têm a ver com mérito.
Resta referir que isto é feito de forma automática, há um software que o faz, mas há depois ‘supervisão manual’, para verificar os resultados. Todas as ultrapassagens são contadas, independente se é a primeira ou última volta.
Como se percebe, é um sistema com falhas. Por exemplo, se um piloto completa uma ultrapassagem, mas logo a seguir, dentro do mesmo mini setor comete um erro e perde a posição a ultrapassagem que fez não conta porque o sistema não identifica a troca, pois só mede como estava no início do mini-setor e no fim.
O que acontece pelo meio não é contabilizado. Por outro lado, o sistema não contempla situações em que um piloto ultrapassa mas tem de devolver a posição. Basicamente, conta as duas ultrapassagens.
Portanto, é um sistema assumidamente com falhas.
Se até aqui na Fórmula 1 eram contabilizadas para efeitos estatísticos as ultrapassagens volta a volta, ou seja o que mudava a cada volta, agora com os diversos mini setores vai haver uma ideia muito mais aproximada de quantas ultrapassagens verdadeiramente há na F1. Ainda sem ser perfeito, mas muito melhor. Seja como for, não deve ser muito complicado colocar 20 pessoas e ver a corrida de cada piloto, através de imagens onboard, ou mesmo 40, duas para cada piloto, que contem as ultrapassagens com maior precisão. Há para aí voluntários?











Se fosse o Alonso o líder do troféu, o sistema seria perfeito e estar-se-ia a glorificar «El Completo».
Se fosse um prémio para quem ganha mais posições na largada, acho que o Alonso estaria na frente ou, pelo menos, entre os primeiros.
Que comentário tão estúpido…
Cumprimentos
Cala-te com o Alonso.
Esta gente deve sonhar com o Alonso ou o caraças! Não sei se é ódio ou paixão mas que já mete nojo, já! Que cambada de frustrados!
E aqui temos um excelente candidato ao comentário mais estúpido do ano!! Bravo!
Qualquer dia têm um sistema de kudos como no Project Gotham Racing!
Nada mal para um piloto que diziam estar acabado e que só ultrapassava com o melhor carro que era guiado pelo Adrian Newey e essas coisas todas.