Nico Rosberg, Campeão de F1 2016, que abandonou a competição logo após a sua conquista, tem estado muito ativo. Depois de uma primeira fase em que praticamente não se ouviu falar de dele, o alemão tem estado cada vez mais presente nas redes sociais, com o seu Vlog, e mais recentemente na faceta de investidor na Fórmula E, tornando-se num dos grandes defensores dos veículos elétricos.
O ex-piloto falou em Davos, no fórum económico mundial, e expressou novamente a sua fé nos elétricos, afirmando que esse será um rumo que a F1 terá de tomar inevitavelmente:
“Quando eu era piloto de F1, estava completamente focado na minha tarefa e quando saí, tive de entender que oportunidades havia no mundo. Trago uma abordagem mais imediata e acredito que pode ser benéfica, porque a F1 é muito rápida, até na tomada de decisão. Há tanta conversa, [nos carros elétricos] mas pouca ação às vezes. Isso é algo que aprendi na F1 e que posso trazer para esta área. Se cada vez mais se vendem carros elétricos, ou carros movidos a hidrogénio, a Fórmula 1 não pode usar motores a gasolina, isso não faz sentido. Eles terão que mudar, acredito. Há dois anos atrás, todos torciam o nariz aos elétricos e agora até alguns dos mais loucos petrolheads já estão a abrir a mente”.
Quanto às saudades da F1… Rosberg diz que não sente falta da competição:
“Não sinto falta. Sair no topo assim para mim, pessoalmente, é foi incrível. Isso só vai me levar mais longe, talvez até pelo resto da minha vida.”
Depois da McLaren ter mostrado a sua visão da F1 do futuro, que passa também por monolugares 100% eléctricos, Rosberg também refere que o futuro do grande circo tem de ser diferente. É provável que os responsáveis da F1 tenham entendido isso também e que as próximas alterações possam ser uma mudança de rumo para a F1. A grande dúvida será o conceito base, que terá de dar algo diferente da Fórmula E que começa a ganhar uma base sólida para o futuro. A F1 terá de reinventar-se de forma a manter os fãs actuais, dando um passo rumo a uma nova etapa. Não será um caminho fácil, mas talvez seja inevitável, olhando para a recente evolução do mundo em que vivemos.












