A Haas registou uma melhoria notável no seu desempenho esta temporada, o que levou a um nível de investimento sem precedentes por parte do proprietário da equipa, Gene Haas. Este desenvolvimento segue-se à promoção de Ayao Komatsu ao cargo de chefe de equipa, substituindo o chefe de equipa de longa data, Guenther Steiner. A mudança na liderança, combinada com os melhores resultados da equipa na pista, influenciou evidentemente a decisão de Gene Haas de atribuir mais recursos à equipa.
Na altura do anúncio da saída de Günther Steiner, foi relatado que a divergência entre este e Gene Haas deveu-se ao facto do ex-chefe de equipa ter pedido mais investimento para explorar o aumento no valor não abrangido pelo limite orçamental para melhorar as infraestruturas, designado por CapEX, facto confirmado um pouco mais tarde pelo próprio Steiner em entrevista ao Auto Motor und Sport.
No entanto, Ayao Komatsu explicou, em abril passado, que Gene Haas prometeu investir na equipa, tendo a equipa que “mostrar que podemos utilizar esse dinheiro de forma responsável e eficiente”.
Sob a liderança de Komatsu, a Haas já garantiu 27 pontos em 14 rondas, superando o total da pontuação do ano passado. Esta melhoria acentuada convenceu Gene Haas a investir numa série de contratações significativas, uma medida sem precedentes para a equipa.
“Conseguimos melhorar o desempenho”, disse Komatsu ao Autosport britânico. “O que precisamos para convencer o proprietário é o desempenho. Está sempre dizer que ‘queremos melhorar, como podemos ser mais rápidos?’ Temos de dar pequenos passos, mesmo que sejam com os mesmos recursos”.
O responsável da equipa norte-americana acrescentou que “apesar de estarmos a ter um recrutamento enorme, como nunca vimos antes na história da Haas F1 Team, ainda não temos essas pessoas connosco, por isso continuamos com a mesma dimensão”. No entanto, para Komatsu a maior diferença na Haas é “o ambiente ser tão diferente, quando há tanta positividade, é claro que as pessoas funcionam melhor, aumentam o desempenho.”
A mudança de estratégia e de recursos assinala a ambição da Haas de subir na grelha e de se tornar um concorrente mais consistente no ambiente altamente competitivo da Fórmula 1, mas também se deveu a uma alteração na comunicação entre a equipa e o proprietário.
Ayao Komatsu indicou ainda que “se o proprietário não compreender a realidade, é claro que vai ficar aborrecido porque esperaria o resultado que não conseguimos alcançar”.









