Mercedes e Ferrari vão decidir no último Grande Prémio da temporada o vice-campeonato, uma vez que nunca foram adversários à altura da Red Bull e altamente performante RB19. As duas equipas começaram a temporada muito longe, em termos de desempenhos, dos Red Bull, tendo até visto a Aston Martin a apresentar um bom carro, que possibilitou à equipa de Silverstone conquistar oito pódios até agora.
Acabou por não ser uma surpresa para os responsáveis da Mercedes e Ferrari, porque ainda no primeiro fim de semana de competição desta temporada, mantendo a avaliação efetuada nos testes de pré-temporada uma semana antes, ambas as equipas perceberam que as coisas iam ser difíceis. Tanto Toto Wolff como Frédéric Vasseur revelaram em Las Vegas, que logo em março no Bahrein, comprovou-se o pior cenário possível.
Para Wolff, nos “testes no Bahrein” a equipa apercebeu-se que as coisas não iam correr bem. “Tivemos um final de temporada muito bom em 2022 e acreditamos que podíamos resolver os problemas, manter o conceito do carro e melhorar em 2023. E já nos testes, pudemos ver que isso não aconteceu. Os pilotos descreveram basicamente o mesmo padrão de comportamento do carro, era imprevisível, não tinha traseira e era claro que isto não ia correr como queríamos”, salientou o chefe de equipa da Mercedes.
Na Ferrari, explicou Vasseur, na “primeira manhã de testes, penso que já era bastante óbvio” que iam ter muitas dificuldades. No entanto, admitiu o responsável, “ainda temos alguma esperança, estamos a desenvolver o carro, estamos a esforçar-nos, esperamos fazer a pole position, ganhar uma ou duas corridas”. Nesta fase final da temporada, Vasseur considera que “o mais importante na nossa atividade é ter uma ideia mais clara do que estamos a fazer e tentar melhorar”, mas “o resultado foi o que esperávamos”, concluiu.










