Lewis Hamilton reconheceu que a reorganização da sua equipa de engenharia na Ferrari poderá prejudicar a preparação para a época de 2026, numa fase crucial de adaptação após o primeiro ano ao serviço da Scuderia.
Na sequência de uma temporada inaugural difícil em Maranello, foi decidido que Riccardo Adami deixaria as funções de engenheiro de corrida para integrar a estrutura da academia da Ferrari. Em pista, Carlo Santi assumiu interinamente o cargo, embora a solução definitiva ainda esteja por chegar, com o engenheiro permanente alegadamente em período de afastamento obrigatório.
Hamilton admitiu que a transição não surge no momento ideal, sobretudo numa fase inicial do campeonato em que a estabilidade pode fazer a diferença. O britânico sublinhou que terá de se adaptar novamente a um novo interlocutor técnico poucos Grandes Prémios após o arranque da temporada.
O heptacampeão mundial comentou ainda a polémica em torno das novas unidades motrizes, sugerindo que a Mercedes poderá estar em vantagem, e manifestou confiança na intervenção da FIA para garantir igualdade competitiva.
Questionado sobre especulações relativas à sua vida privada, Hamilton optou por não alimentar rumores.
Em declarações prestadas durante os testes no Bahrein, Hamilton afirmou:
“Antes de mais, com o Riccardo foi uma decisão bastante difícil de tomar, e estou muito, muito grato por todo o esforço que ele colocou no ano passado e pela paciência – foi um ano complicado para todos nós. É uma fase complicada, porque a solução que tenho atualmente não é de longo prazo – é apenas por algumas corridas, e tão cedo na época vamos voltar a mudar tudo e terei de aprender a trabalhar com outra pessoa. Isso é prejudicial para mim também, entrar numa temporada em que queremos chegar com pessoas que já trabalharam juntas durante várias épocas, que passaram por momentos bons e maus, e eu não posso.”
Quanto à questão das unidades motrizes, declarou:
“Com exceção da Mercedes, parecemos todos muito próximos uns dos outros. Há rumores de que eles têm potência extra, e nós não. Espero que a FIA garanta que todos começam em igualdade de circunstâncias.”











