A novela deste arranque de temporada está a chegar aos capítulos decisivos. A unidade motriz Mercedes tem sido alvo de forte escrutínio por parte da concorrência, com um alegado truque para aumentar a taxa de compressão a desagradar os restantes quatro fabricantes. A decisão sobre este tema deverá ser conhecia em breve e poderá prejudicar a Mercedes e suas clientes.
Para Toto Wolff, os rumores de que a FIA poderá obrigar a alterações ao seu controverso sistema de compressão são surpreendentes. Wolff admitiu ter sido surpreendido por notícias que davam conta de uma eventual clarificação regulamentar de última hora, embora tenha garantido que a equipa cumprirá quaisquer novas diretivas.
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O responsável minimizou, ainda assim, o impacto do alegado ganho técnico, classificando-o como marginal. Sublinhou também confiança na liderança do presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, e do CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, para evitar decisões precipitadas ou motivadas por pressões políticas. Wolff afastou também o cenário de processo judicial se a decisão não agradar à Mercedes:
“Se a mudança for implementada no regulamento, então temos de a seguir. E, se não for possível cumpri-la, a FIA terá de encontrar uma solução para o adaptar. Como isso funcionaria, não está claro para nós. Confiamos na governação. Não há qualquer cenário em que avancemos com um processo judicial.”
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Mercedes aponta Red Bull como referência
Wolff fez questão de apontar a Red Bull como a referência no primeiro dia de testes no Bahrein. Max Verstappen destacou-se em simulações de corrida, enquanto George Russell não foi além do sexto tempo, admitindo que o W17 “não se sente tão bem como em Barcelona”.
Wolff, reconheceu que o cenário está longe de ser ideal e apontou a Red Bull como referência nesta fase. Segundo o austríaco, a equipa de Milton Keynes parece conseguir uma superior gestão e disponibilização de energia elétrica nas retas, com ganhos consistentes ao longo de várias voltas.
“Não está a ser um caminho fácil. O carro e a unidade motriz [da Red Bull] são a referência neste momento, diria eu. E, claro, têm o Max no carro.”











