Cada vez mais as equipas maiores têm apostado em reforçar alianças com equipas equipas pequenas pelos muitos benefícios que isso traz.
A Renault entendeu cedo que dificilmente teria os mesmos argumentos que as equipas de topo se não tivesse uma “aliada”. Isto serve para ajudar no desenvolvimento de certas partes, colocação de jovens pilotos e claro, reforço da posição política nas negociações. Os franceses tentaram uma aliança com a McLaren mas a equipa de Woking nunca mostrou grande interesse nesse cenário, tanto que meses depois abandonou as unidades motrizes da Renault para receber as unidades da Mercedes.
Mas a Renault terá tentado uma aproximação com a Sauber. A equipa que agora ostenta o nome da Alfa Romeo, graças ao acordo feito com a Ferrari, tem dado alguns sinais de incerteza quanto à manutenção da parceria, com Frédéric Vasseur a deixar no ar que a relação com a Ferrari já não era tão saudável quanto antes. A ida de Mick Schumacher para a Haas não terá agradado a Vasseur que preferia ver o jovem piloto na sua equipa. Tem-se visto uma aposta crescente na ligação Ferrari/ Haas, com a Scuderia a criar um polo em Maranello para a equipa americana, tendo cedido um número significativo do seu staff para evitar despedimentos com a entrada em cena do novo limite orçamental.
Vasseur tem muitas ligações com a Renault e era ele um dos responsáveis no começo do projeto Renault neste regresso em 2016, algo que durou pouco tempo com divergências quanto ao rumo da equipa.
No Corriere della Sera, o correspondente Daniele Sparisci afirmou que a equipa suíça foi abordada pela Renault. Sparisci escreveu no jornal italiano: “A Sauber recebeu de facto avanços da Renault e diz-se que está a avaliar cuidadosamente. A expansão de F1 da Renault liderada por Luca de Meo implica ter novamente uma equipa cliente, que os serve financeiramente, politicamente e como uma saída para os jovens condutores. Há pressão, mas em Maranello há a certeza de prolongar a aliança com a equipa suíça para o novo ciclo de regulamentos. No entanto, as relações com Vasseur estão mornas, enquanto há uma grande harmonia com Gunther Steiner da Haas”.
Não parece que vá haver uma mudança surpreendente na Sauber mas fica aberta a hipótese da estrutura de Hinwill mudar de fornecedor de motores.










