Se na Mercedes e na Ferrari se esperava um domínio de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, respetivamente, face aos seus colegas de equipa, na Red Bull a história era outra, com Max Verstappen e Daniel Ricciardo a desejarem liderar em pista a estrutura.
Se olharmos para a classificação do Campeonato de Pilotos de 2017 verificamos que o australiano somou 200 pontos contra 168 do holandês, mas nem sempre esta tabela era indicativa do que se passou em pista, sobretudo, quando questões de fiabilidade se intrometem.
Sabia-se que o australiano tinha também de lidar com a sua situação negocial, dado que não tinha contrato válido para 2019. Foi, como se sabe, para a Renault.
Os dois pilotos da Aston Martin Red Bull Racing tinham á sua disposição o melhor chassis do plantel, uma vez mais desenhado por Adrian Newey. Porém, o motor Tag Heuer, perdão, Renault, foi o calcanhar de Aquiles da Red Bull.
Ainda assim, a resiliência da equipa foi decisiva para conseguir quatro vitórias – China, Mónaco (Ricciardo), Áustria e México (Verstappen). Mas houve oportunidade para, pelo menos, mais uma vitória (Brasil) o que poderia ter equilibrado mais as contas com a Ferrari.
Os desaguisados permanentes com a Renault não ajudaram e na segunda parte da temporada, o carro de Ricciardo parecia ter sido amaldiçoado, com abandonos sucessivos (foram 8 para o australiano), juntando-se a isso algumas tropelias de Verstappen e de Ricciardo que terminaram em colisões.
A Red Bull abandonou a Renault e para o ano terá motores Honda. Veremos o que os japoneses conseguem fazer.











