A Red Bull despediu um funcionário seu, depois de ter feito comentários racistas nas redes sociais. A equipa tomou conhecimento do mesmo, e segundo a sua política interna, decidiu pôr termo ao contrato do funcionário.
“Condenamos os abusos racistas de qualquer tipo. Temos uma abordagem de tolerância zero ao comportamento racista no seio da nossa equipa. A pessoa em questão já não é um funcionário da Red Bull Racing. Nesta fase, não comentaremos mais”, explicou aos meios de comunicação social, o porta-voz da equipa.













A Red Bull sofre de um síndrome de bipolaridade grave. Umas vezes, armam-se em parvos, como foi com a forma como lidaram com o encontro imediato entre os candidatos ao título, outras vezes, como nesta situação, armam-se em ultra moralistas.
Não sei a gravidade das declarações do funcionário, mas acho que foram demasiado duros. Uma suspensão temporária ( um ou dois meses, por exemplo.) não teria bastado? A não ser que o funcionário fosse um estagiário, nesse caso, o despedimento aceita-se.
Não se trata de armar em ultra moralistas. Nem sequer é uma questão de moral. O racismo é um cancro, e os cancros não se tratam com aspirinas. Não é admissível fomentar o ódio racial, mesmo que seja pelas «redes sociais». E também não é admissível tolerá-lo. A Red Bull fez muito bem.
O cancro não se trata com aspirinas, mas também não se mata o doente para acabar com o mal.
Oh, não se preocupe com o doente, porque ele provavelmente ganha num mês o que a Pity ganha num ano e tem um sistema de protecção no desemprego que nada tem que ver com o nosso. Despedi-lo não é matá-lo; em Portugal talvez fosse, mas lá não. Não se preocupe, que ele não vai passar privações.
As bestas odeiam-se umas às outras. Nada de novo!
Embora ache que se deva ter tolerância zero com esse tipo de comportamento, concordo que se deve reabilitar a pessoa e não condenar com despedimentos e afins. Um aviso e suspensão parece-me mais útil a longo prazo que mandar o funcionário embora. Se for reincidente então despedir, por este não ter aprendido nada. Porque acho que despedir vai apenas criar mais ódio nessa pessoa e esse ódio vai obviamente ser dirigido às pessoas negras, na típica tentativa de arranjar desculpas por um erro que ele cometeu. É um pouco como com presos, já há N estudos que tratar bem os… Ler mais »
É um bom argumento, que merece reflexão. Mas também é verdade que tolerar esse tipo de comportamento seria um péssimo sinal para os outros trabalhadores. Significaria que eles tinham liberdade para tecer comentários racistas e se safariam com uma simples suspensão ou uma repreensão. Nós aqui ainda não temos um problema com o racismo, salvo um ou outro que ainda não percebeu o que o Dr. Ventura quer com o seu paleio, mas na Europa central, onde a Áustria se situa, e no Reino Unido, o racismo é alarmante. Daí que compreenda o que a Red Bull fez. Como se… Ler mais »
Como diz o frenando_Afondo, despedir pode levar a maior extremismo, se fosse um português, ia já cair nos braços da criatura que você referiu, mas um ou dois meses sem ganhar ordenado, poderia fazer a pessoa reflectir. Se reincidisse, aí sim. Mas como eu disse acima, não sei o que é que o funcionário escreveu, até pode ter sido algo muito grave, que não lhes deixou alternativa.
Infelizmente, há gente que rotula os outros pela cor ou etnia, esquecendo-se que há bom e mau em todo o lado.
Vou concordar com o Frenando!
Intolerância nunca gera tolerância, mas tolerância pode reabilitar uma pessoa.
Defender atitudes radicais contra ideias radicais é bastante insensato. A paz nasce de compreensão e não de intolerância. 🕊️
Já pensou que a “raça” branca é que é a minoritária? Não estou a falar num país, estou a falar no mundo inteiro.