A Red Bull introduziu novos upgrades no México, mas não conseguiu superar a McLaren. Mark Hughes e Giorgio Piola explicaram as razões técnicas, no site oficial da F1.
A Red Bull chegou ao GP da Cidade do México com novos desenvolvimentos no RB21, numa tentativa de manter Max Verstappen na luta pelo título. No entanto, segundo a análise técnica de Mark Hughes e do ilustrador Giorgio Piola, os upgrades não foram suficientes para igualar o ritmo da McLaren de Lando Norris.
Paul Monaghan, chefe da engenharia da Red Bull, explicou as melhorias introduzidas: “É um ‘make-from’. Trata-se de um fundo anterior que conseguimos reciclar porque era suficientemente modular.”
As alterações incluem a ligeira redução da extremidade dianteira da superfície superior do fundo e modificações na geometria da asa lateral, proporcionando “um pouco mais de carga aerodinâmica mantendo a estabilidade do fluxo de ar”.
Problemas de setup e gestão térmica
Apesar das melhorias técnicas aplicadas apenas no carro de Verstappen, a competitividade foi prejudicada pelas condições específicas do México. O ar de alta altitude e baixa densidade obrigou a ajustes de setup para proteger os pneus traseiros, resultando num comportamento sub-virador: “O setup teve de seguir a direção que a geometria da carroçaria e os resultados aerodinâmicos sugeriam,” admitiu Monaghan, explicando que a complexidade atual dos carros significa que “quando se erra, erra-se mesmo”.
Vantagem da McLaren na refrigeração
Enquanto a Red Bull abriu massivamente as saídas de ar da carroçaria para compensar o ar 25% menos denso, a McLaren manteve uma configuração praticamente inalterada. Andrea Stella, chefe da McLaren, atribui esta eficiência a “novas tecnologias” introduzidas no MCL39.
Paul Monaghan considera o México um caso atípico, sublinhando que “tudo tem de funcionar em conjunto, não será um item isolado. Quando conseguimos que as engrenagens engrenem, podemos desfrutar do tipo de performance que tivemos nas últimas corridas”.










