As novas regulamentações para 2021 estão longe de convencer a Racing Point. Otmar Szafnauer voltou a mostrar preocupação quanto à velocidade dos monolugares de 2021.
As novas regras irão restringir muito mais a liberdade dos engenheiros para inovar e encontrar soluções que possam trazer mais performance. O objectivo passa por evitar um gasto desmedido de certas equipas, pois se não há nada para desenvolver, não se gasta dinheiro. Mas esta abordagem não agrada à Racing Point, que anteriormente já se mostrou preocupada com o que os carros de 2021 serão capazes de fazer. Otmar Szafnauer reforçou essa ideia em declarações ao motorsport.com, afirmando que os carros irão ficar demasiado lentos e que até os carros de F2 poderão ter performances semelhantes:
“Se formos seis segundos por volta mais lentos, não é mais Fórmula 1. E podemos chegar ao ponto de temos que desacelerar os F2. Na F2, 2 milhões de dólares chegam para correr, mas se não tomarmos cuidado em 2021, os carros da F2 nos quais gastamos 2 milhões serão mais rápidos do que nós com os 200 milhões. Há algo errado nisso.”
“Pessoalmente, eu preferia um tecto orçamental mais baixo”, disse ele. “Mas, com isso mais liberdade para desenvolver o carro, como temos hoje. Portanto, se temos um carro com um orçamento mais baixo, os mais inteligentes vencem.”
“Se temos um design prescritivo, então somos a IndyCar e, se alguém vencer, talvez tenha um piloto, uma equipa de engenharia ou o que for melhor. E não é isso que queremos. Existem outras fórmulas no mundo nestes moldes, e como elas estão? “
“Eu concordo com a opinião de [Christian] Horner, que mencionou que deveríamos ter o limite de orçamento antes que as regulamentações mudassem, para que não haja um ano de gastos altos, como será em 2020. Eu teria feito um pouco diferente: primeiro limite de orçamento e só depois novas regras “.
A F1 sempre teve como base a inovação e a inteligência dos engenheiros. Os feitos dos pilotos são mais facilmente recordados, mas não raras vezes relembramos carros míticos que venceram ou que trouxeram inovações surpreendentes. E essa faceta da F1 perdeu-se. A visão de um tecto orçamental mais baixo e maior liberdade de inovação faz sentido e poderia até trazer maior diferenciação entre os carros, o que traria mais carácter à F1. As preocupações da Racing Point já foram comentadas por Ross Brawn que diz não acreditar nos valores referidos por Szafnauer. Apenas em 2021 teremos as respostas a todas as dúvidas.










