Já não restam grandes dúvidas que as corridas Sprint vieram para ficar. Agora é uma questão de calibrar o formato e o número de provas por ano. A F1 aponta para seis corridas por ano a partir de 2023 e deixou em aberto mudanças no formato. Alguns pilotos deram a sua opinião sobre as corridas sprint.
George Russell foi o mais crítico e defendeu que as corridas deviam ser mais longas:
“Não sou um grande fã disto, com toda a honestidade”, disse Russell sobre o formato sprint, citado pelo autosport.com. “A corrida precisa provavelmente de ser 50% mais longa, ou apenas um pouco mais para vermos os pneus a degradarem-se. Os pilotos talvez precisem de gerir os pneus um pouco mais, e depois é possível ver um pouco mais de diferença entre carros. Neste momento, toda a gente está a fundo, e não há uma diferença de tempo de volta suficientemente grande para vermos ultrapassagens, a menos que se qualifique para fora de posição como se viu com alguns carros”.
Kevin Magnussen defendeu também mudanças, mas o dinamarquês focou-se sobre as regras do Parque Fechado:
“Pode haver alguns ajustes, e não sei se concordo com o Parque Fechado entre a FP1 e qualificação”, disse Magnussen. “Já não se pode trabalhar no carro e isso é um pouco mais difícil para as equipas mais pequenas”.
Já Lando Norris mostrou-se a favor das corridas sprint, principalmente por fazer da sexta feira um dia mais interessante, mas referiu que não gostaria de ver mais de três Sprints por ano.
O fim de semana ganha uma dinâmica diferente com a corrida Sprint, mas é ainda difícil dizer de forma clara que este formato é uma mais valia. É certo que os fins de semana de corrida Sprint têm sido dramáticos, mas as corridas em si não têm sido de cortar a respiração como se pensava. Há trabalho a fazer, mas uma coisa é certa: fazer das corridas Sprint a norma não é visto com bons olhos por ninguém.










