A Renault não tem em Barcelona uma pista que lhe seja muito ‘querida’, isso tem vindo a ser assim nos últimos anos, e no passado domingo a equipa francesa teve a sua primeira corrida do ano sem pontos. E Esteban Ocon não tem explicação para este ritmo de corrida.
Houve alguns ‘flashes’ de velocidade da equipa no Circuito de Barcelona, com Daniel Ricciardo a assumir um impressionante quarto lugar no segundo Treino Livre, mas o dia da qualificação foi duro para a equipa, que viu essa velocidade evaporar-se. Ricciardo foi 13º, Ocon, 15º e na corrida não houve forma de chegarem muito mais à frente com Ricciardo e Ocon só a conseguir subir para o 11º e 13º lugar com a sua estratégia ‘agressiva’ de paragem única.
“Desde o início do fim-de-semana, que lutámos com o ritmo do carro”, disse Ocon, cujo humor não melhorou com um embate no muro, no terceiro treino livre, quando evitou o Haas de Kevin Magnussen. “A equipa, especialmente do meu lado das boxes, estava a lutar. Mas olhando para o que fizemos na corrida, tentámos uma estratégia agressiva. Talvez pudéssemos ter feito um pouco melhor para o conseguir, mas no geral, fomos demasiado lentos para entrar nos pontos. Há coisas que precisamos de rever para voltarmos mais fortes. Temos uma semana para o fazer em Spa, mas claramente este não foi um fim-de-semana que nos tenha agradado. Não creio que houvesse muito mais que pudéssemos ter feito, pelo menos do meu lado. Ainda temos de descobrir qual é a diferença entre os carros. Vamos obviamente mudar muitas peças para Spa, mas como equipa, o ritmo não esteve lá este fim-de-semana”.
A queda no ritmo foi ainda mais intrigante para Ocon depois das fortes atuações em Silverstone, com Ricciardo em quarto e Ocon em sexto no GP da Grã-Bretanha enquanto Ocon foi oitavo na corrida do 70º Aniversário. Questionado para onde tinha ido esse ritmo, Ocon respondeu: “É uma boa pergunta! Logo desde o início do fim-de-semana, não sentimos que o carro se portasse tão bem quanto em Silverstone. Tínhamos muito mais trabalho a fazer, e na qualificação, ficou demonstrado que não estamos onde queremos. Depois tivemos um ritmo de corrida um pouco melhor do que o nosso ritmo de qualificação, mas ainda não o suficiente. O carro não se portou como nós queríamos. Falta-nos aderência, mas também um pouco de equilíbrio. Não foi fácil com os pneus. Por isso, sim, é um fim-de-semana que temos de analisar para voltar mais fortes em Spa”.











