Otmar Szafnauer deixou a Aston Martin em janeiro passado, sendo confirmado como chefe de equipa da Alpine cerca de um mês depois, antes do início da época. Passou 12 anos na mesma estrutura, que foi adquirida por Lawrence Stroll e passou a designar-se por Aston Martin, mas encontrou na equipa francesa uma nova mentalidade a que não estava habituado. Szafnauer afirma que a cultura da Alpine de não apontar o dedo a quem erra tem um grande impacto nos resultados alcançados, algo que não experimentou antes no seu trajeto na Fórmula 1.
“A cultura [na Alpine] mudou”, disse Szafnauer ao podcast ‘F1 Nation’. “[…] Foi definitivamente diferente do que experimentei na Force India e Racing Point”.
Szafnauer revelou que é a favor de uma cultura de culpabilizar os elementos da equipa, explicando que “para ter uma equipa de alto desempenho, não se pode estar a apontar o dedo, é preciso trabalhar em conjunto. Quanto maior for a equipa, mais importante se torna”. O engenheiro acrescentou que quando chegou à equipa francesa “não sabia bem o que era, por isso tentei perceber. Estamos a trabalhar muito, e penso que estamos a fazer grandes progressos e isso vem da liderança de uma ‘cultura sem culpabilizar’.
Apesar da equipa francesa ter esta mentalidade de trabalho, Szafnauer salienta que continua a existir o assumir da responsabilidade de cada um dos elementos, mas permite “correr riscos e cometer erros sem ser culpabilizado”. “Se repetir esses erros uma e outra vez, e não tiver competência adequada para este trabalho, então temos de fazer algo diferente, e isso ou é treinar para obter essa competência ou passa a fazer algo em que seja competente”, concluiu Otmar Szafnauer.












